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Opep+ decide elevar produção de petróleo em 188 mil barris por dia a partir de agosto

05 de Julho de 2026, 14:55 0 visualizações
Opep+ decide elevar produção de petróleo em 188 mil barris por dia a partir de agosto

Sete países que integram a Opep+ decidiram elevar a produção de petróleo em cento e oitenta e oito mil barris por dia a partir de agosto. O aumento está diretamente atrelado à estabilização dos preços internacionais e à reabertura de rotas marítimas vitais, como é o caso do Estreito de Hormuz.

A decisão envolve Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. Neste domingo, 05, representantes do comitê dessas nações realizaram um encontro virtual e, em nota conjunta, reafirmaram o forte compromisso com a estabilidade do mercado global.

Após severas oscilações na oferta por conta dos conflitos militares, os preços registram retorno aos patamares anteriores, pressionados pela menor demanda chinesa e pelo uso de reservas estratégicas. Na última sexta-feira, por exemplo, o petróleo do tipo Brent foi negociado próximo dos 72 dólares por barril, bem abaixo dos picos alcançados durante as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, Irã e Israel.

Os novos ajustes vão incidir sobre os cortes voluntários anunciados em abril de 2023. O bloco defende manter flexibilidade total para reverter as medidas caso as condições das grandes potências mundiais apresentem oscilações. No documento, o grupo cobra das nações que excederam suas cotas anteriormente, a execução de cortes adicionais de compensação imediata.

Atualmente, a Opep+ é composta por vinte e duas nações. O grupo estendido reúne os doze membros tradicionais da Opep, como Irã, Emirados Árabes Unidos, Líbia, Nigéria, Venezuela e a líder Arábia Saudita, e outros dez países aliados não membros, liderados pela Rússia, que incluem potências como México, Cazaquistão, Azerbaijão e Malásia.

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Essa aliança global tem lidado com fortes pressões internas. O principal ponto de tensão é justamente o cumprimento rigoroso das metas estabelecidas, onde quem produziu acima do limite desde janeiro de 2024, agora sofre com cobranças para cortar o excedente de forma a reequilibrar o setor energético de maneira unificada.

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