Operação contra o PCC cumpre 559 mandados de prisão e busca e apreensão em 4 estados
Uma megaoperação batizada de “Panóptico” deflagrada nesta segunda-feira, 15, para cumprir 559 mandados de prisão e busca e apreensão atingiu integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. De acordo com as investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paranaense, há registro de que criminosos presos continuaram a comandar delitos em nome da organização criminosa.
Em um balanço parcial, do total de mandados expedidos, 90% foram cumpridos, sendo 176 em estabelecimentos prisionais (100% de êxito) e 97 contra investigados que estavam em liberdade, o que representa 75% dos 128 mandados expedidos para esse grupo. Também foram cumpridos os 255 mandados de busca e apreensão, dos quais 92 em cadeias.
Até o momento, os agentes públicos apreenderam 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo: duas pistolas calibre 9 mm, uma pistola calibre 7.65, uma pistola calibre .22, uma espingarda calibre 36, três revólveres calibre .38 e três carregadores de pistola.

A expectativa das autoridades é que a partir de agora — com apreensões de celulares, por exemplo, — outros integrantes do PCC sejam identificados e presos. “Dois confrontos foram registrados. Em Cambé (PR), um homem com dois mandados de prisão em aberto — por tráfico de drogas e por roubo associado ao tráfico — morreu após reagir à abordagem. Na mesma ocorrência, um policial militar ficou ferido por disparo na mão e sofreu lesão ocular, mas foi atendido, medicado e está fora de risco. Em Nova Londrina (PR), outro homem, procurado por integrar organização criminosa, também morreu após reagir à ação policial”, informou o MP-PR.
O nome da operação deriva da palavra “panóptico” (na etimologia grega, “aquilo onde tudo é visto”), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.

A operação foi realizada em 34 cidades paranaenses: Astorga, Arapoti, Candói, Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória. Houve cumprimento de mandados em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).