Orçamento mais baixo que rivais faz Renan Santos viver aventura e perrengue na Amazônia
Não faltou emoção para a passagem de Renan Santos, pré-candidato do Missão à presidência da República, pela Amazônia.
Teve de voo comercial atrasado a barco quebrado. Tudo reflexo da estrutura bem mais modesta do que a das campanhas de seus rivais.
O roteiro começou com uma viagem de Santarém até Fordlândia por estradas esburacadas e trechos da Transamazônica.
O voo de Santarém para Belém sofreu um atraso superior a 10 horas. O embarque, previsto para a tarde, só aconteceu à meia-noite. O resultado foi a perda da embarcação que levaria a equipe ao arquipélago do Marajó.
No dia seguinte, seguiram para Moju, onde gravaram uma experiência ribeirinha. Renan pilotou embarcações locais, colheu açaí, pupunha e registrou a rotina de quem vive às margens dos rios amazônicos.
À noite, finalmente embarcaram rumo a Breves. Pouco depois da partida, o motor da embarcação apresentou problemas. O barco precisou retornar a Belém. A viagem só recomeçou quatro horas depois.
Com os atrasos acumulados, a chegada aconteceu apenas na manhã seguinte. E nem isso impediu o trabalho. Uma entrevista ao vivo precisou ser improvisada dentro do próprio barco, com um celular apoiado em uma caixinha de Toddy e uma garrafa de água servindo de tripé.
Aliados destacam a perseverança do pré-candidato do Missão, que tem se dedicado à campanha e superado os obstáculos – especialmente a limitação orçamentária.
“Qualquer um teria desistido, mas esse caos parece ser o gás dessa campanha que está sendo feita com a sola do sapato”, disse um interlocutor de Renan.