Os bastidores do escândalo que abala a família real da Noruega
Marius Borg Høiby, 29, filho da princesa herdeira Mette-Marit, foi condenado nesta segunda-feira, 15, a quatro anos de prisão pela Justiça de Oslo, na Noruega. Ele foi considerado culpado por dois crimes de estupro, violência doméstica, agressão e infrações relacionadas a drogas. Marius não tem título real nem funções oficiais, mas cresceu ligado à realeza desde 2001, quando sua mãe se casou com o príncipe herdeiro Haakon. Segundo a imprensa internacional, um dos crimes pelos quais foi condenado teria ocorrido no porão da residência oficial do casal herdeiro, em Skaugum.
Durante o julgamento, a Justiça analisou relatos de vítimas, registros de celular e vídeos encontrados durante a investigação. O tribunal concluiu que as vítimas estavam incapacitadas no momento dos abusos. Marius negou as acusações de estupro, mas admitiu crimes menores, como transporte de maconha e infrações de trânsito. Ele também foi condenado por violência contra uma ex-namorada entre 2022 e 2023. O processo incluiu ainda acusações de ameaças, agressões e violação de medida restritiva. Marius foi absolvido de outras duas acusações de estupro e, segundo sua defesa, pretende recorrer da sentença. A família real norueguesa não comentou publicamente a decisão. Nenhum integrante da realeza acompanhou o julgamento no tribunal.
A condenação é apenas o capítulo mais recente de uma sequência de desgastes para a monarquia. Mette-Marit, futura rainha consorte, também passou a ser pressionada após a divulgação de novos documentos ligados a Jeffrey Epstein, criminoso sexual morto em 2019. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmou que a princesa herdeira demonstrou “falta de julgamento” ao manter contato com Epstein depois da condenação dele.
Outro foco de turbulência envolve a princesa Märtha Louise, filha do rei Harald V, que deixou suas funções oficiais em 2022 e passou a atrair críticas pela relação com o americano Durek Verrett, que se apresenta como xamã. O casamento dos dois, em 2024, reacendeu o debate sobre o uso da imagem da família real em projetos comerciais e midiáticos.
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