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Os dois nomes do PP mais bem cotados para a vice de Flávio, segundo Derrite

22 de Junho de 2026, 19:16 0 visualizações
Os dois nomes do PP mais bem cotados para a vice de Flávio, segundo Derrite

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que os nomes da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) e da deputada Simone Marquetto (PP-SP) são cotados para compor a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) à Presidência da República. O pré-candidato ao Senado por São Paulo disse, ainda, que ambos os perfis poderiam fortalecer a composição eleitoral. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, nesta segunda-feira, 22.

Segundo Derrite, embora a definição ainda não tenha ocorrido, as duas possibilidades têm a capacidade de agregar politicamente à chapa. “Tem alguns nomes, inclusive da ministra Tereza Cristina, que me agrada muito, da própria deputada Simone Marquetto, aqui de São Paulo. Também me agrada o nome dela (…). Se for uma dessas duas que estão sendo cotadas, vou ficar muito feliz, porque são duas pessoas que conheço, admiro, respeito e acredito que agregam voto para o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo pontuou as diferenças entre as possíveis candidatas. “São duas mulheres com perfis diferentes. A ministra Tereza, que foi ministra da Agricultura, tem uma forte ligação com o agro, é uma pessoa mais experiente, mas a Simone Marquetto também é uma política experiente”, disse.

O parlamentar destacou, ainda, que o desenho da aliança eleitoral em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro busca equilibrar experiência política e capilaridade junto aos municípios. Ele disse ver “boas perspectivas” na construção da chapa e reforçou que a escolha do vice ainda está em discussão interna.

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O Progressistas de Ciro Nogueira tem sido a principal legenda cotada para compor a chapa com Flávio ao Planalto, tendo sido o próprio nome do cacique ventilado para o posto. O crescente envolvimento de Nogueira com Daniel Vorcaro, do Banco Master, no entanto, praticamente sepultou a ideia.

Questionado sobre possíveis impactos eleitorais negativos da relação do presidente do PP — e também de Flávio Bolsonaro — com Vorcaro, Derrite afirmou que o caso envolvendo o Banco Master será explorado politicamente tanto pela direita quanto pela esquerda, e defendeu que o episódio seja investigado por meio de uma CPMI do Master.

“O partido cujos correligionários não assinaram o pedido de investigação foi o PT do próprio governo. Sou o maior defensor de que tenhamos uma CPMI. Tem que ser CPMI para envolver deputados e senadores, para que a gente possa esclarecer quem tem culpa no cartório de forma transparente”, defendeu.

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União Progressista com Flávio?

A menos de um mês para o início das convenções partidárias, siglas como o União Brasil, o MDB, o Republicanos e o próprio PP não se decidiram sobre qual candidato ao Planalto apoiarão — e se de fato embarcarão unanimemente em um nome ou se liberarão seus integrantes para apoiar quem escolherem.

No caso do União e do PP, o caso é ainda mais específico, já que ambas as legendas estão federadas na União Progressista e, portanto, devem ter a mesma posição.

Questionado sobre o posicionamento que o Progressistas — e a federação como um todo — deverá ter em relação a Flávio, Derrite disse que a maioria dos correligionários deverá apoiar o presidenciável, mesmo que não seja de forma unânime.

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“Eventualmente pode até liberar um ou outro parlamentar nas suas bases (…) Mas tenho certeza absoluta que o Progressistas, a Federação União Progressista, vai caminhar para apoiar o senador Flávio Bolsonaro. Até porque, em conversas com vários líderes, presidentes estaduais, isso está bem avançado também”, disse.

Redução da maioridade penal e combate a facções

Durante a entrevista, Derrite também abordou outros temas da segurança pública, como o enfrentamento ao crime organizado e a redução da maioridade penal — propostas apresentadas no plano de governo de Flávio Bolsonaro à Presidêcia.

O deputado defendeu a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas e afirmou que o Brasil precisa atualizar seu arcabouço legal para lidar com o avanço do crime organizado. Ele citou ambas as facções como exemplos de grupos que, segundo ele, já atuam com controle territorial e violência sistemática.

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Derrite também defendeu medidas mais duras no combate ao crime nas fronteiras e a ampliação do uso de forças federais no controle do tráfico internacional de drogas, apontando o Brasil como rota estratégica para o escoamento de entorpecentes.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a proposta de redução da maioridade penal. Ele afirmou ser favorável à responsabilização de adolescentes a partir de 16 anos e, em casos graves, a partir de 14 anos. Segundo ele, a medida já teria apoio suficiente no Congresso para avançar.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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