Início / Os surpreendente show dos anfitriões da Copa

Os surpreendente show dos anfitriões da Copa

19 de Junho de 2026, 21:11 0 visualizações
Os surpreendente show dos anfitriões da Copa

E não é que os anfitriões estão fazendo bonito? Na tarde de ontem, quinta-feira, 18, o Canadá aplicou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Catar em Vancouver. À noite, o México se tornou o primeiro time classificado para o mata-mata, para o delírio da torcida em Guadalajara. E os Estados Unidos, que já tinham feito uma estreia espetacular com um 4 a 1 sobre o Paraguai (fora o baile, no campo e nas arquibancadas), emendou um 2 a 0 em cima da Austrália nesta sexta-feira, 19, e também se garantiu na próxima fase.

Esta é a primeira Copa do Mundo disputada em três países ao mesmo tempo, e até agora os anfitriões estão fazendo bonito. A vitória do  Canadá foi a primeira do país em Copas, e a goleada lhe deu a liderança do Grupo B, à frente da Suíça no saldo de gols. 

Torcedores comemoram em uma rua, com fumaça vermelha de sinalizadores e uma bandeira dos EUA. Um homem no centro ergue a bandeira americana, enquanto outro à direita segura um sinalizador. Um homem à esquerda toca um trompete, e outro no primeiro plano segura uma faixa preta com a palavra Barra em branco
Torcida americana chega ao estádio de Seattle para a partida contra a AustráliaAlex Grimm/Getty Images

O México também está na primeira colocação do seu grupo, três pontos à frente da Coreia do Sul. Verdade que ainda encantou as arquibancadas, que chegaram a vaiar o time no intervalo. Sem problemas: a torcida assumiu o protagonismo e, a partir do gol da classificação aos 6 minutos do segundo tempo, fez um show à parte com músicas de mariachi, olas e sombreiros. 

Sem o seu principal jogador, o camisa 10, Christian Pulisic, machucado, os Estados Unidos tiveram que brigar bastante, mas construíram o 2 a 0 ainda no primeiro tempo e conseguiram segurar uma briosa Austrália na segunda etapa para garantir a vitória, e também a classificação para os 16 avos da Copa do Mundo com uma rodada de antecedência.

Continua após a publicidade

Fachada de edifício com o logo da seleção de futebol dos EUA em azul, branco e vermelho. Abaixo, uma placa vermelha com Soccer House Bank of America. À direita, uma fila de pessoas aguarda, separada por barreiras de plástico laranja, em frente a um mural com nomes e números de jogadores em painéis vermelhos e azuis
Fila na entrada de uma fan zone em Los AngelesFelipe Carneiro/VEJA

Como todo o festeiro sabe, é o anfitrião que dita o ritmo dos convidados. Quanto melhor os anfitriões jogam, mais o entusiasmo ao redor da competição cresce. Com mexicanos, canadenses e americanos felizes, o clima para as outras 45 seleções fica mais leve, e todos aproveitam mais.

Não dá para comparar o entusiasmo do brasileiro na Copa de 2014 com o do americano agora em 2026, mas a competição vai aos poucos entrando nas conversas das pessoas nas ruas. Ninguém sabe direito quem joga quando, mas já se percebe uma curiosidade legítima de se inteirar dos resultados, próximos jogos e se ainda é possível tentar um ingresso para a próxima partida dos Estados Unidos (“Em que estádio eles jogam?”, é o que mais se pergunta). Nesta sexta-feira, 19, comemora-se o feriado de celebração do fim da escravidão no país, o que ajudou a encher os bares e restaurantes com o clima de Copa.

Continua após a publicidade

Multidão de pessoas animadas, algumas vestindo camisas de futebol e chapéus, comemorando à noite em uma praça iluminada por luzes verdes e vermelhas, cores da bandeira do México, projetadas em um edifício ao fundo
Mexicanos assistem no telão a partida contra a Coreia do SulRuth Rosas/Getty Images

Em 2022, quando o Catar foi eliminado na fase de grupos com três derrotas em três jogos, 0 entusiasmo local deu uma esfriada. Em dezembro, quando foram sorteados os grupos, a avaliação geral era que os três anfitriões tinham boas chances de avançar. Mas o desempenho até aqui superou as expectativas. México e Estados Unidos vinham de apenas uma vitória cada em 2022, e o Canadá tinha sido eliminado com três derrotas.

Mais do que os resultados, os países-sede e suas torcidas parecem se alimentar da energia positiva ao redor do torneio. Dá para ver, ouvir e sentir nos estádios. A atmosfera vibrante em Vancouver foi ensombrecida pela grave lesão sofrida pelo meio-campista canadense Ismael Kone, mas o técnico Jesse Marsch exaltou a equipe com “um futebol capaz de eletrizar a torcida”.

Continua após a publicidade

 

O Canadá vai para o próximo jogo, contra a Suíça na próxima quarta-feira, sabendo que até um empate garante a liderança do grupo e mais uma partida em casa em Vancouver. É um incentivo e tanto, porque, como Estados Unidos, Canadá e México demonstraram na primeira semana desta Copa, jogar em casa faz toda a diferença.

Publicidade

Veja Também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.