PCDF prende grupo que lucrou R$ 10 milhões com contas de luz falsas
A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (11/8), uma operação contra uma organização criminosa especializada na fraude de faturas de energia elétrica em endereços no Distrito Federal, além da lavagem dos valores obtidos ilicitamente. Segundo as investigações, o grupo teria causado um prejuízo superior a R$ 10 milhões com os golpes.
Foram cumpridos cinco mandados de prisão contra os investigados apontados como articuladores do esquema. Os agentes de segurança também cumprem 18 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em São Sebastião (DF), Recanto das Emas (DF), Samambaia (DF), Taguatinga (DF) e Sobradinho (DF), além de Águas Lindas (GO).
Batizada de Crédito Nero, a operação policial teve início após o registro de uma ocorrência em 2024, quando um condomínio no Lago Norte, área nobre da capital, comunicou à Polícia Civil do DF (PCDF) ter sido vítima de estelionato ao contratar um suposto intermediário.
Na ocasião, o suspeito se apresentava como um detentor de créditos junto à concessionária de energia elétrica, oferecendo o pagamento de faturas em atraso.
O condomínio, então, negociou durante meses com o intermediário e realizou os repasses via Pix. No entanto, ao conferir a quitação das dívidas, o pagamento das faturas continuavam em aberto, o que gerou um prejuízo direto de mais de R$ 345 mil.
De acordo com as investigações, a maior parte do dinheiro recebido das vítimas era repassado a dois moradores de São Sebastião (DF), que inseriam dados falsos no sistema interno da concessionária de energia para simular a baixa das faturas.
Depois de receber os recursos, o grupo pulverizava os valores entre contas de laranjas, familiares e empresas de fachada.



