Perda gestacional: médica explica sinal após relato de Gabriela Morais
O relato de Gabriela Morais, ex-Pugliesi, sobre a perda gestacional trouxe novamente à tona um assunto que ainda é cercado de dúvidas e, muitas vezes, culpa. A influenciadora contou que começou a ter um sangramento intenso durante uma gravação e procurou atendimento médico. O ultrassom confirmou a perda da gestação. Segundo a ginecologista e obstetra Cris Provatti, ouvida pela coluna Fábia Oliveira, é importante reforçar que, na maioria dos casos, a mulher não deve se responsabilizar pelo que aconteceu.
“É um momento muito delicado, e uma das primeiras coisas que precisamos reforçar é que, na grande maioria das vezes, a mulher não deve carregar a culpa pelo que aconteceu. A perda gestacional pode ter diferentes causas e, especialmente nas perdas precoces, alterações cromossômicas do embrião estão entre as causas mais frequentes”, explicou.
Sangramento na gravidez precisa ser investigado
Segundo a médica, embora nem todo sangramento durante a gestação signifique uma perda, o sintoma deve ser avaliado, especialmente quando é intenso e acompanhado de dor, cólicas, tontura ou mal-estar.
“Qualquer sangramento na gravidez merece atenção. Não é possível determinar apenas pelos sintomas se a gestação está evoluindo bem ou não. O exame clínico e, quando indicado, o ultrassom são fundamentais para fazer essa avaliação”, orientou Cris.
Além dos efeitos físicos, a perda pode provocar um impacto emocional profundo. Para a especialista, o luto precisa ser respeitado e não existe um prazo determinado para superá-lo.
“Cada mulher vai vivenciar esse processo de uma maneira. É importante permitir que ela sinta, converse e procure apoio, se necessário. O acompanhamento médico não deve olhar apenas para a parte física, mas também para o emocional”, afirmou.
Gabriela também contou que havia sonhado, dias antes, com uma situação semelhante à que viveu. A médica ressalta, porém, que sonhos não são capazes de diagnosticar ou prever uma perda gestacional e não devem ser associados a culpa ou responsabilidade pelo ocorrido.
Após uma perda, o acompanhamento médico é importante para avaliar a saúde da mulher e orientar os próximos passos.
“Cada história precisa ser avaliada individualmente. Depois de uma perda, o acompanhamento com o ginecologista e obstetra é importante para entender o que aconteceu, avaliar a saúde da mulher e conversar sobre os próximos passos. E, acima de tudo, ela precisa saber que não está sozinha”, finalizou Cris Provatti.





