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Perícia aponta que lesão em rosto de PM Gisele foi feita por adulto

28 de Junho de 2026, 17:43 0 visualizações

O exame necroscópico da policial militar Gisele Alves Santana, morta no apartamento em que morava na zona leste de São Paulo em fevereiro deste ano, apontou que marcas encontradas em seu rosto e pescoço foram resultado de agressões praticadas por um adulto. O coronel Geraldo Rosa Neto, companheiro da mulher, é apontado como principal suspeito pelo crime e está preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes.

No laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), obtido pela reportagem, o médico legista Tadeu Corrêa descartou a possibilidade de que as lesões tivessem sido causadas pela filha de Gisele, uma menina de 7 anos, conforme sugerido pela defesa do coronel durante a investigação.

“Etiologicamente, a força empregada é de elevada energia e análoga a contexto de preensão em garra para contenção ou imobilização e exercida por sujeito com robustez suficiente a causar a necessária biodinâmica da lesão, características que são insuficientes para uma criança dessa faixa etária”, afirmou o perito.

“Não há plausibilidade minimamente racional que uma criança em situação de colo afetuoso de sua mãe possa produzir esse grau de lesão à sua genitora. Como mencionado, as dimensões maiores da lesão em comparação a mão e dedos pequenos da criança e a alta energia empregada são verazmente incompatíveis“, acrescentou.

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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O exame necroscópico ainda indica que as marcas foram feitas “segundos antes da morte” e que possuem o mesmo “padrão cronológico” de coagulação que a entrada do projétil, que perfurou o crânio de Gisele, “demonstrando que a contenção e o tiro fazem parte do mesmo ato executório”.

Rosa Neto nega a acusação. Ele afirma que a mulher cometeu suicídio e diz acreditar que as marcas no pescoço tenham sido feitas pela filha de Gisele, de 7 anos. Segundo ele, quando a companheira colocava a menina no colo, ela entrelaçava as pernas no corpo da mãe e a segurava pelo pescoço.

Morte

No dia 18 de fevereiro, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no apartamento em que morava com o companheiro, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que reportou o caso às autoridades como suicídio. O casal morava em um prédio no Brás, região central da capital paulista.

Testemunhas e familiares da vítima contestaram a versão de suicídio e o registro do caso, posteriormente, foi alterado para morte suspeita. A posição da arma na mão da vítima, laudos necroscópicos, inconsistências no relato do tenente-coronel e um histórico relatado por testemunhas de relacionamento abusivo levaram os investigadores a concluir que se tratou de um feminicídio.

A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual. Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência, na cidade de São José dos Campos (SP).

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