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Pesquisa AtlasIntel revela efeito-Michelle sobre Flávio e o ‘teto eleitoral’ de Lula, dizem analistas

01 de Julho de 2026, 15:57 0 visualizações
Pesquisa AtlasIntel revela efeito-Michelle sobre Flávio e o ‘teto eleitoral’ de Lula, dizem analistas

A nova pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 1º, mostra um cenário mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2026. Segundo os números apresentados no programa Ponto de Vista, Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o empresário e fundador do MBL, Renan Santos (Missão), apareceu como o candidato que mais cresceu entre os nomes alternativos. Para os analistas ouvidos pela atração, o levantamento também evidencia um obstáculo que continua limitando o desempenho do presidente: a elevada rejeição ao governo (este texto é um resumo do vídeo acima).

Como ficou a disputa no primeiro turno?

No principal cenário estimulado, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. Em seguida surgem Renan Santos, com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, Romeu Zema (Novo), com 2%, Joaquim Barbosa, com 1%, e Aécio Neves (PSDB), com 0,7%.

Entre abril e junho, Lula passou de 44% para 46,3%, enquanto Flávio recuou de 39% para 36,6%. Já Renan Santos avançou de 5% para 7,8%, registrando o maior crescimento entre os candidatos testados.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

O vídeo de Michelle Bolsonaro pode ter pesado contra Flávio?

Para o editor José Benedito da Silva, o levantamento é o primeiro capaz de captar eventuais efeitos políticos da crise pública envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio. Segundo ele, como a pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de junho — após a divulgação do vídeo da ex-primeira-dama —, “se houve prejuízo para a campanha do Flávio, ele deve ter sido captado aqui”.

Na avaliação do jornalista, a vantagem de Lula praticamente dobrou desde maio. “A vantagem de Lula para Flávio, que era de cinco pontos no primeiro turno, agora é de quase dez”, observou. O editor também apontou outros fatores que, segundo ele, vêm dificultando a campanha do senador, entre eles as dificuldades junto ao eleitorado feminino, o desgaste provocado pelo episódio envolvendo Michelle Bolsonaro e temas ligados à política internacional, como sua aproximação com o governo de Donald Trump.

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Quem mais cresceu na pesquisa?

Além da liderança de Lula, um dos destaques do levantamento foi o desempenho de Renan Santos. José Benedito classificou o resultado como “uma surpresa”, destacando que o fundador do MBL ultrapassou nomes tradicionais da direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que oscilaram negativamente na pesquisa.

Ao mesmo tempo, ponderou que, nas simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto, Renan aparece em posição menos competitiva diante de Lula.

O que mostra o segundo turno?

Na principal simulação, Lula registra 48,8%, contra 42,3% de Flávio Bolsonaro. O instituto também testou outros adversários. Lula aparece com desempenho semelhante diante de Ronaldo Caiado (39%), Romeu Zema (38,5%), Michelle Bolsonaro (38,9%) e até do ex-presidente Jair Bolsonaro, que alcançaria 43,1%, apesar de sua inelegibilidade.

Para José Benedito, os cenários revelam uma característica constante da disputa: independentemente do adversário, Lula mantém uma votação próxima de 48% ou 49%. “Ele não consegue avançar para definir a eleição no primeiro turno, mas também não cai”, afirmou.

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Por que Lula não rompe a barreira dos 50%?

Na avaliação de José Benedito, o presidente enfrenta um teto eleitoral decorrente da desaprovação ao atual governo. Segundo ele, aproximadamente metade do eleitorado mantém resistência ao governo federal, o que impede Lula de ultrapassar a marca necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

“Em nenhuma simulação ele passa de 50%, justamente pela resistência ao seu atual mandato”, disse.

A rejeição continua sendo decisiva?

O cientista político Leandro Consentino concordou com essa avaliação e afirmou que a rejeição continua sendo um dos principais elementos da disputa presidencial. “Esse teto mencionado pelo Zé é o problema da rejeição, que cobra seu preço no segundo turno”, afirmou.

Para o cientista político, eleições em segundo turno costumam ser marcadas pelo voto contrário ao adversário, mais do que pela adesão espontânea ao candidato preferido. “O segundo turno é uma eleição onde se vota mais contra quem você não quer do que a favor de quem gostaria”, resumiu.

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Segundo Consentino, esse elevado índice de rejeição cria dificuldades para ambos os lados e torna improvável uma definição antecipada da disputa presidencial. “O índice de rejeição alto constrói o teto para o presidente Lula e dificulta que a fatura seja liquidada de uma vez”, concluiu.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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