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Pesquisadores descobrem nova técnica para identificar estrelas que engoliram planetas

16 de Junho de 2026, 18:29 0 visualizações
Pesquisadores descobrem nova técnica para identificar estrelas que engoliram planetas

Técnica inovadora para identificar estrelas que engoliram planetas é descoberta, de acordo com pesquisa publicada nesta terça-feira, 16, na revista Astronomy & Astrophysics. O estudo contou com uma equipe internacional liderada por membros da Universidade de São Paulo (USP). 

Para chegar ao novo método, os pesquisadores utilizaram o espectrógrafo UVES, um instrumento que registra radiação instalado no Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. O estudo analisou um sistema formado por duas estrelas muito semelhantes entre si. Além disso, os astros observados foram escolhidos por serem do tipo solar, ou seja, com características parecidas com o Sol.

Os pesquisadores esperavam encontrar estrelas com praticamente a mesma composição química, visto que sistemas como esses são formados por astros que nascem ao mesmo tempo e têm origens similares. Porém, a partir da análise dos dados obtidos, a equipe autora do estudo percebeu que havia diferenças significativas. A explicação mais provável para essa disparidade, de acordo com a pesquisa, é que uma das estrelas engoliu planetas, mudando sua composição química.

O que tornava os astros distintos foi a presença do elemento químico berílio. Esse componente não é fabricado no interior das estrelas e, por conta disso, os pesquisadores concluíram que a única forma dele fazer parte da composição de uma delas seria através da integração de um corpo externo como, por exemplo, restos de planetas.

Teoria e técnica

A comunidade científica tinha o conhecimento que estrelas poderiam incorporar planetas, porém ninguém havia demonstrado a partir de dados que esse processo ocorria. As observações do estudo publicado nesta terça-feira mostraram que uma das estrelas possuía uma abundância de berílio, enquanto a outra não era composta pelo elemento, servindo como um marcador da ingestão de planetas. De acordo com os pesquisadores, a quantidade de berílio de um dos astros equivaleria a uma massa de aproximadamente 11 Terras.

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