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Pesquisas eleitorais: como está a disputa Lula x Flávio após números do Datafolha

21 de Junho de 2026, 12:41 0 visualizações
Pesquisas eleitorais: como está a disputa Lula x Flávio após números do Datafolha

A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20, trouxe um retrato diferente daquele observado nos principais levantamentos das últimas semanas. Após uma sequência de pesquisas indicando ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o instituto registrou estabilidade nos cenários de primeiro e segundo turno.

Na principal simulação de segundo turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Os números são exatamente os mesmos registrados pelo instituto em maio.

O resultado sugere que o senador conseguiu interromper, ao menos temporariamente, o movimento de deterioração observado após a divulgação do caso Dark Horse, envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. E com um detalhe importante: o instituto ainda não conseguiu medir os possíveis efeitos da ação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.

Como está a disputa no primeiro turno?

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 41% das intenções de voto, um ponto acima da pesquisa anterior, variação considerada dentro da margem de erro. Flávio aparece com 31%, mantendo-se como principal nome da oposição e muito à frente dos demais pré-candidatos.

Atrás dos dois líderes surgem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins registram 2% cada. Joaquim Barbosa (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) marcam 1%.

Os números reforçam um padrão que vem sendo observado desde o início do ano: apesar das oscilações dos líderes, nenhum dos demais candidatos conseguiu se aproximar do núcleo central da disputa.

O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

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O que aconteceu com a vantagem de Lula?

Embora o Datafolha tenha mostrado estabilidade, o conjunto dos levantamentos nacionais continua apontando vantagem consistente para o presidente. Na pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho, Lula aparecia com 44% contra 38% de Flávio no segundo turno.

Dias depois, a BTG/Nexus registrou vantagem de 49% a 43% para o petista. Já a CNT/MDA mostrou o cenário mais favorável ao presidente até agora: 49,3% contra 36,8%, uma diferença de 12,5 pontos percentuais.

Tomadas em conjunto, as pesquisas indicam que Lula chega ao segundo semestre eleitoral em posição mais confortável do que estava no início do ano, ainda que o Datafolha tenha sugerido uma desaceleração desse movimento.

O caso Banco Master continua afetando Flávio Bolsonaro?

Os números do Datafolha indicam que o principal dano pode já ter sido absorvido pelas pesquisas anteriores. Nas semanas seguintes à divulgação dos áudios envolvendo Daniel Vorcaro, diversos institutos registraram crescimento da vantagem de Lula e aumento da rejeição ao senador.

A Quaest mostrou que 65% dos eleitores consideravam um erro o pedido de recursos feito por Flávio ao ex-banqueiro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. Desde então, porém, os indicadores parecem ter entrado em uma fase de estabilização.

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O Datafolha não registrou nova queda relevante do senador nem ampliação da vantagem do presidente, sugerindo que os efeitos mais imediatos do episódio podem já ter sido incorporados ao cenário eleitoral.

E a operação contra Jaques Wagner?

O levantamento do Datafolha coincidiu com outro episódio potencialmente relevante para a campanha presidencial. Na quinta-feira, 18, a Polícia Federal realizou buscas contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. A investigação envolve suspeitas relacionadas ao Banco Master.

O problema metodológico é que a pesquisa começou a ser realizada na quarta-feira, 17, quando o caso ainda não havia sido divulgado. Isso significa que parte significativa das entrevistas foi realizada antes de o eleitorado tomar conhecimento das acusações.

Por essa razão, analistas avaliam que o Datafolha provavelmente não conseguiu captar integralmente eventuais impactos políticos da operação. Esse efeito deverá aparecer — ou não — apenas nas próximas rodadas dos institutos nacionais.

Como está a rejeição dos candidatos?

O Datafolha mostra que Lula e Flávio continuam enfrentando um dos maiores obstáculos desta eleição: índices elevados de rejeição. O presidente registra 46% de rejeição, enquanto o senador aparece com 48%. Embora Flávio continue numericamente à frente nesse indicador, ambos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

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O dado reforça um fenômeno que vem sendo identificado por diferentes institutos: a eleição de 2026 continua marcada pela polarização e por um grande contingente de eleitores que vota mais para impedir a vitória do adversário do que por entusiasmo com o próprio candidato.

Existe espaço para uma terceira via?

Até o momento, as pesquisas continuam indicando que não. Mesmo após o desgaste sofrido por Flávio nos últimos meses, nenhum dos demais candidatos conseguiu absorver de forma significativa esse eleitorado. Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e outros nomes permanecem em patamares de um dígito nas pesquisas nacionais.

Isso ajuda a explicar por que Lula e Flávio seguem concentrando a maior parte das intenções de voto e das rejeições.

O que os números indicam para a corrida presidencial?

A fotografia atual mostra uma disputa que permanece polarizada, mas com Lula em posição mais confortável do que há alguns meses.

O presidente continua liderando todas as principais pesquisas nacionais tanto no primeiro quanto no segundo turno. Flávio segue como principal adversário e ainda não encontrou um concorrente competitivo dentro do próprio campo da direita. O Datafolha, porém, sugere uma pausa no movimento de deterioração observado contra o senador nas últimas semanas.

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As próximas pesquisas serão decisivas para responder duas perguntas centrais da campanha: se o desgaste do caso Banco Master continuará produzindo efeitos sobre Flávio e se a operação envolvendo Jaques Wagner abrirá uma nova frente de desgaste para o governo Lula.

VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisas foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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