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PF cumpre mandados em investigação sobre venda de carteiras do Master ao BRB

18 de Junho de 2026, 10:27 0 visualizações
PF cumpre mandados em investigação sobre venda de carteiras do Master ao BRB

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, para apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB. A informação foi divulgada em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, 18.

“Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal”, diz a PF. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O que é a operação Compliance Zero?

A Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar fraudes contra o sistema financeiro nacional, com foco na emissão e na negociação de títulos de crédito falsos.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, e apontam que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro, posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB) e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, após fiscalização do Banco Central do Brasil.

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A operação foi estruturada em diferentes fases interligadas:

1ª fase (nov/2025): foco nas fraudes envolvendo a negociação de créditos fraudulentos entre instituições financeiras. Segundo Murad, tratava-se de “créditos fraudulentos inexistentes […] que davam lastro à negociação”. Foram cumpridos 25 mandados de busca, sete prisões e houve bloqueio de R$ 1,3 bilhão, além do afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

2ª fase (jan/2026): aprofundamento das fraudes estruturais no sistema financeiro, com uso de fundos para sustentar o esquema. O diretor-executivo da PF apontou um sofisticado esquema com camadas distintas de fundos. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueados cerca de R$ 6 bilhões.

3ª fase (mar/2026): investigação de corrupção de agentes públicos e obstrução de justiça, com quatro prisões e afastamento de dois servidores do Banco Central.

4ª fase (abril/2026): foco na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a etapa investiga a corrupção dos gestores e o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos.

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