Pico de pressão: entenda problema que fez Alex Escobar passar mal ao vivo
O pico de pressão que causou mal-estar no apresentador e comentarista Alex Escobar nesta segunda-feira, 22, é um evento que pode estar relacionado a doenças, no entanto, cada vez mais, tem sido estudado como um fenômeno relacionado às mudanças climáticas e suas temperaturas extremas. O calor experimentado nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo pode levar a episódios de variação da pressão arterial, como a testemunhada nesta manhã pelos telespectadores.
O estado de Escobar chamou a atenção de quem estava acompanhando ao vivo o programa Encontro com Patrícia Poeta, na TV Globo. Normalmente entusiasmado, Escobar apresentava dificuldade para completar o raciocínio, repetia palavras e até precisou fazer pausas durante a fala.
A emissora confirmou que o comentarista passou mal por causa de um “pico de pressão” relacionado com as altas temperaturas dos Estados Unidos.
A Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) publicou um artigo neste ano abordando os impactos de eventos térmicos extremos para a saúde cardiovascular. Segundo a entidade, a exposição às variações de temperatura causa alterações na pressão arterial, levando aos picos.
“A exposição ao frio causa aumentos agudos nas pressões arteriais sistólica e diastólica, enquanto o calor pode levar à hipotensão e instabilidade ortostática”, diz.
Em outras palavras, quando está muito quente, os casos de pressão baixas podem ocorrer, assim como situações de queda brusca e excessiva da pressão arterial. Este é o pico de pressão baixa.
Nessas situações, o paciente apresenta sintomas de tontura, confusão, atordoamento e visão turva.
Segundo a AHA, o estresse térmico não deve ser ignorado por seu potencial de levar a quadros cardiovasculares que podem ser graves. Tanto o frio excessivo quanto as altas temperaturas ao aumento de casos de infarto, acidente vascular cerebral e descompensação de doenças prévias, como insuficiência cardíaca. Esses cenários também podem levar à morte.
“Globalmente, estima-se que 9,4% de todas as mortes sejam atribuíveis a temperaturas não ideais.”