PicPay e BRB são alvos de operação da PF e do MP
O Ministério Público do Distrito Federal deflagrou, nesta sexta-feira, 19 de junho, a Operação Juro Zero. O objetivo é investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal.
Entre os investigados, segundo o MP, estão o PicPay, BRB, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto dos Servidores do DF. Procurado, o PicPay afirmou que não reconhece qualquer irregularidade. O BRB não retornou sobre o assunto.
A operação é coordenada pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça e a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), em atuação conjunta com o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação.
“Foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Conselho Especial do TJDFT. As buscas são cumpridas no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo, onde fica a sede da PicPay”, diz a nota.
O MP afirmou que os detalhes da investigação seguem sob sigilo. Segundo o G1, os órgãos fizeram um esquema de descontos indevidos, disfarçados de “taxas”, na folha de pagamento de servidores distritais, a partir de um decreto distrital, de 8 de agosto de 2024, que teve origem na Secretaria de Economia, então chefiada por Ney Ferraz.
Seis dias depois do decreto, o banco digital PicPay, integrante do grupo J&F, formalizou seu interesse em operar as folhas de pagamento do governo do DF, até então operadas pelo BRB, e oferecer o serviço de adiantamento salarial.
O que diz o PicPay?
Em nota enviada a Veja, o PicPay reafirmou seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.
A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.
“O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”, diz o PicPay
A fintech afirma que mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.
A empresa diz que seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.