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Plano de reconstrução de Gaza apoiado por Trump é drasticamente reduzido

16 de Julho de 2026, 17:48 7 visualizações
Plano de reconstrução de Gaza apoiado por Trump é drasticamente reduzido

O plano de reconstrução da Faixa de Gaza, apresentado pelo Conselho da Paz do presidente Donald Trump, foi drasticamente reduzido, informou o jornal britânico The Guardian nesta quinta-feira, 16. A proposta, que inicialmente previa a recuperação de todo o território palestino, passou a se concentrar em um projeto-piloto na região de Rafah, no sul do enclave, destinado a atender apenas uma pequena parcela dos cerca de 2 milhões de deslocados palestinos.

Aprovado há duas semanas em reuniões no Chipre, o novo projeto prevê a instalação de cabines portáteis para dezenas de milhares de deslocados em uma área próxima a Rafah. A segurança ficaria a cargo de uma força internacional de cerca de 5 mil integrantes — um contingente bem menor que o inicialmente planejado — composta principalmente por militares de Marrocos e Kosovo, com possível participação de Albânia e Cazaquistão, além de uma polícia palestina treinada no Egito. 

Mesmo essa versão mais limitada dificilmente sairá do papel antes do fim deste ano. Embora alguns preparativos tenham começado, como a chegada de policiais marroquinos e kosovares a Israel para integrar uma futura Força Internacional de Estabilização (ISF), as obras para erguer a infraestrutura necessária  ainda não foram iniciadas.

O plano original, apresentado em janeiro por Jared Kushner, genro de Trump, prometia restaurar serviços básicos como abastecimento de água, rede de esgoto, eletricidade, hospitais e padarias em toda a Faixa de Gaza durante um período de apenas 100 dias. 

A expectativa, no entanto, é que avanços significativos só ocorram após as eleições israelenses marcadas para 27 de outubro, que podem alterar a composição do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Trata-se da primeira ida às urnas desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, após ataques do grupo palestino radical Hamas.

Desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, Israel realizou centenas de ataques contra Gaza, restringiu severamente a entrada de ajuda humanitária e impediu qualquer iniciativa de reconstrução. Mais de 1.100 palestinos morreram em bombardeios desde então, enquanto o Exército israelense ampliou sua presença territorial e passou a controlar diretamente mais de 60% da faixa.

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