PMs são presos por vender arma apreendida em operação no Rio
Três policiais militares foram presos nesta terça-feira (30/6) durante mais uma fase da Operação Patrinus, que investiga um esquema de corrupção envolvendo militares do 39º BPM (Belford Roxo), na Baixada Fluminense (RJ). Um quarto alvo da operação, também sargento da PM, já estava preso.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), os militares são acusados de se apropriar de uma pistola calibre 9 mm apreendida durante uma ação policial e, posteriormente, comercializar a arma por R$ 6 mil.
As investigações apontam que o armamento foi recolhido em uma operação realizada em julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. Em vez de seguir o destino previsto para materiais apreendidos, a pistola teria sido desviada e vendida, com o dinheiro repartido entre os envolvidos.
Segundo o Ministério Público, a negociação foi descoberta a partir da perícia realizada no celular de um dos investigados. Conversas, fotografias, áudios e a análise das movimentações bancárias reforçaram os indícios de que a arma foi negociada ilegalmente.
Na denúncia, os promotores afirmam que os policiais se aproveitaram da função pública e da confiança depositada na corporação para praticar os crimes. Os militares foram denunciados por peculato e comércio ilegal de arma de fogo.
Esta é mais uma etapa da Operação Patrinus, iniciada em 2024 para investigar a atuação de policiais militares do 39º BPM. Ao longo das fases anteriores, o Ministério Público já apontou suspeitas de venda de armas e drogas apreendidas, cobrança de propina de comerciantes, mototaxistas e motoristas de transporte alternativo, além da prestação de serviços de segurança privada durante o horário de expediente. A ação desta terça-feira contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.