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Polícia indicia por homicídio três envolvidos no lançamento de jovem sem corda em SP

23 de Junho de 2026, 16:02 0 visualizações
Polícia indicia por homicídio três envolvidos no lançamento de jovem sem corda em SP

A Polícia Civil de Limeira, no interior de São Paulo, indiciou três envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada de uma ponte da região no sábado, 13, durante prática de rope jump. De acordo com relatório final assinado pela delegada Andréa Dantas Levy, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram indiciados por homicídio com dolo eventual — há ainda incidência, segundo o documento policial, de qualificadora prevista no artigo 121, parágrafo 2º, inciso 4º, ou seja, meio que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

“Com efeito, restou demonstrado que a vítima foi submetida a situação de absoluta vulnerabilidade e incapacidade de reação, ao ser arremessada ao vazio sem a devida fixação de equipamento essencial de segurança, em contexto no qual confiava integralmente na atuação dos responsáveis pela atividade, circunstância que caracterizou o emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a sua defesa, sem prejuízo da coexistência com o dolo eventual, ambos decorrentes do mesmo contexto fático-probatório”, registrou a delegada no documento de quase 100 páginas juntado aos autos.

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A delegada ainda informou ao juízo que há outro inquérito aberto para apurar eventual participação de terceiros na dinâmica que causou a morta de Maria Eduarda. No sábado, 20, último final de semana, mais três pessoas foram presas temporariamente pela Polícia Civil local: Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. De acordo com os autos, Silva e Martins estão sendo investigados por suposta fraude processual — há outro inquérito em andamento. Já Evelyne é citada como “principal responsável pelo evento”.

Câmera na mão da vítima

Ao saltar da ponte, o participante do rope jump tinha opção de pagar 110 reais a mais para ter uma câmera acoplada para registrar o evento (Segundo um dos investigados, o valor total poderia chegar a 290 reais por salto). De acordo com a apuração policial, Maria Eduarda estava com um câmera no momento em que foi lançada da ponte, mas o aparelho sumiu após o episódio. Segundo documento assinado pela delegada, teria sido Antonio Pivetta Ribeiro da Silva o responsável por retirar da mão da vítima a câmera, o que ele nega.

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As defesas dos indiciados afirmam que nenhum dos integrantes do grupo teve intenção de matar Maria Eduarda. Os próximos passos devem ser em torno da tentativa de comprovar judicialmente que eles devem responder por homicídio sem intenção de matar, ou seja, culposo. Os instrutores disseram à polícia em depoimento que o caso foi uma “fatalidade” e que foi a primeira vez que uma pessoa praticante da modalidade morreu. “A gente não consegue entender o que aconteceu”, disse Egoroff. 

Dia da tragédia

Um vídeo feito por pessoas que estavam na expectativa de participar do lançamento também ajudou a polícia nas investigações. A gravação mostra alguém gritando “gente, a corda” logo depois de a mulher ser arremessada de uma plataforma. A vítima recebeu os primeiros socorros de pessoas presentes na trilha. O Samu foi acionado, mas a mulher não resistiu ao politraumatismo e morreu ainda no local. Ao chegar à Ponte do Esqueleto, após a tragédia, o noivo da mulher passou mal e precisou ser socorrido.

A jovem era moradora de Jandira, na Grande São Paulo, e havia se formado em Educação Física e Gestão Esportiva. Era ativa nas redes sociais e compartilhava registros de sua rotina e interesses, como a natureza e o bem-estar.

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