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Presidente eleito da Colômbia dá um mês para grupos criminosos se entregarem

25 de Junho de 2026, 17:48 1 visualizações
Presidente eleito da Colômbia dá um mês para grupos criminosos se entregarem

O político de extrema direita Abelardo de la Espriella deu, nesta quinta-feira, 25, um prazo de “um mês” para que grupos armados na Colômbia se submetam à Justiça e afirmou que não fará “concessões inaceitáveis”, após sua confirmação como presidente eleito.

A segurança será um dos principais desafios do advogado milionário a partir de sua posse, em 7 de agosto, em meio a uma onda de violência sem precedentes na última década. De la Espriella capitalizou a insatisfação popular com o que é percebido como leniência dos progressistas com o crime e prometeu agir com mão de ferro contra as fações. As negociações de paz que estavam em andamento o inédito governo do presidente Gustavo Petro também serão suspensas.

“A todos os grupos ilegais, vocês dispõem de um mês para organizar sua submissão à Justiça”, declarou após receber a credencial como próximo presidente da Colômbia, ao término da apuração que confirmou sua vitória apertadíssima, por 250 mil votos, no segundo turno realizado no domingo. “No meu governo não haverá ofertas generosas nem concessões inaceitáveis”, acrescentou o advogado de 47 anos, em meio a aplausos e ovações.

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El Tigre

De la Espriella, que se autodenomina “El Tigre” (qualquer semelhança com o “leão” argentino Javier Milei não é mera coincidência), chegou à Presidência fazendo duras críticas à esquerda e à sua política de “paz total”, por meio da qual tentou, sem sucesso, negociar o desarmamento de guerrilhas e grupos ligados ao narcotráfico, muitos dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Sem nenhuma experiência política anterior, ele comandará um país profundamente dividido, uma vez que a esquerda ainda conta com amplo apoio entre as classes mais pobres. O seu rival nas urnas, o senador Iván Cepeda, apoiado por Petro, chegou inclusive a contestar os resultados antes de reconhecê-los.

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O ultradireitista afirma que o país será regido pelo “império da lei” e que manterá uma cooperação sem precedentes com os Estados Unidos e Israel, ao lado dos quais pretende derrotar o narcotráfico por meio de cooperação na área de inteligência. Sua inspiração mor para o projeto de segurança é Nayib Bukele, o presidente de El Salvador que endureceu a guerra contra o crime organizado engolindo instituições e encarcerando altos quadros de gangues em megapresídios frequentemente acusados de atropelar direitos humanos.

“Trata-se de uma vitória épica porque foi a vitória do povo contra os partidos, contra a velha política e contra o establishment. Não vou decepcioná-los”, afirmou o presidente eleito, que venceu apostando em um discurso antissistema e derrotou, no primeiro turno, a conservadora uribista Paloma Valencia, embora tenha contado com o apoio das forças tradicionais da direita.

Seu governo irá até 2030 e, além da crise de segurança, também terá de enfrentar um crescente déficit fiscal e possíveis manifestações promovidas pela esquerda.

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