Procurado pela Interpol, brasileiro investigado por integrar grupo neonazista é preso na Itália
Um brasileiro procurado pela Interpol foi preso neste sábado (27) na cidade de Pavia, no norte da Itália, em uma operação das autoridades italianas com apoio da Polícia Federal.
Segundo informações divulgadas pela PF, o homem é suspeito de integrar uma organização criminosa inspirada na ideologia neonazista. A identidade do suspeito não foi divulgada.
O investigado, de acordo com a polícia, é alvo de apurações por prática de discriminação racial, crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989. Ele também é acusado de integrar, promover, financiar ou constituir organização criminosa, conduta tipificada no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013.
O homem era alvo da Difusão Vermelha da Interpol, um alerta enviado a outros países para informar que ele é procurado pela Justiça e pode ser detido até ser entregue ao país onde responde ao processo.
De acordo com a Polícia Federal, o alerta foi expedido com base em um mandado de prisão preventiva emitido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis (SC). A VEJA questionou a corporação sobre há quanto tempo o brasileiro estava na Itália e solicitou detalhes da investigação que motivou a ordem judicial.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), cuja jurisdição abrange a Justiça Federal de Santa Catarina (JFSC), também foi procurado. A reportagem será atualizada assim que houver retorno.
A captura contou com a atuação da Adidância da PF em Roma, responsável pela cooperação entre as forças policiais dos dois países. Com a detenção, teve início o processo para que o investigado seja enviado ao Brasil. Segundo a Polícia Federal, os trâmites relacionados ao pedido de extradição já estão em andamento.