Quanto a CSN pode receber por seus ativos de infraestrutura
A CSN acelerou o processo de venda de uma participação minoritária em seu braço de infraestrutura. O pacote colocado no mercado reúne ativos avaliados entre R$ 16 bilhões e R$ 21 bilhões e pode render entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos para o caixa da companhia, de acordo com pessoas a par do assunto.
Na cesta estão a participação na MRS Logística, os terminais Tecar e Tecon, em Itaguaí (RJ), e a transportadora rodoviária Grupo Tora. A operação prevê a venda de uma fatia entre 20% e 40% dos ativos, preservando o controle nas mãos da CSN.
O movimento faz parte da estratégia de desalavancagem do grupo de Benjamin Steinbruch. A companhia encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões e trabalha para cumprir a meta anunciada ao mercado de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a reciclagem de ativos.
Nos bastidores, a expectativa é que fundos globais de infraestrutura apareçam entre os principais interessados. O principal ponto de atenção, porém, está na governança da operação. Isso porque uma parcela relevante da participação na MRS está alocada na CSN Mineração, empresa listada e que tem como sócia a japonesa Itochu.
Para acomodar a venda dentro do novo veículo de infraestrutura, a CSN terá de promover uma reorganização societária interna. O desenho ainda está sendo estruturado, mas fontes de mercado avaliam que o tema pode gerar questionamentos de governança por parte dos minoritários da mineradora e de seus parceiros estratégicos.
A expectativa é que os primeiros memorandos de entendimento (MoUs) sejam assinados nas próximas semanas, com a definição de uma lista restrita de interessados até o fim do terceiro trimestre.