Início / Ré na Justiça em ação envolvendo PCC, Deolane Be…

Ré na Justiça em ação envolvendo PCC, Deolane Bezerra tem OAB suspensa

25 de Junho de 2026, 19:29 0 visualizações
Ré na Justiça em ação envolvendo PCC, Deolane Bezerra tem OAB suspensa

O Cadastro Nacional dos Advogados, da OAB Nacional, atualizou a ficha de inscrição da influencer Deolaone Bezerra para “suspensa”. Ela está presa desde 21 de maio, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desencadearam uma operação que apura desde 2019 esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme o código de ética interno, a suspensão pode ter prazo inicial de 90 dias — sendo prorrogada por até quase um ano — enquanto Deolane é investigada pela OAB (o caso é sigiloso).

Informações de registro de advogada Deolane Bezerra Santos, com foto de rosto da mulher de cabelos loiros e maquiagem, e a bandeira do estado de São Paulo. O status da inscrição é SITUAÇÃO SUSPENSO
OAB de Deolane foi suspensaOAB Nacional/Reprodução

Na quarta-feira, 17, a 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, recebeu a denúncia do MP sob lavagem de dinheiro e ocultação de bens para tornar réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Deolane Bezerra Santos, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leandro Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton Souza. As defesas dos acusados, até o momento, manifestaram-se pela inocência e fragilidade das acusações contra os envolvidos. 

O pontapé das investigações foram esse episódio, que aconteceu em 2019. Durante uma vistoria às celas da prisão, os agentes penitenciários perceberam que dois detentos jogaram algo pelo vaso sanitário. O filtro colocado no esgoto encontrou pedaços  de papel rasgado que, juntos, faziam parte de uma carta. O documento, destinado a outros faccionados, pedia a compra de fuzis e cobrava ataques a agentes públicos que tomaram medidas contra o PCC.

Essa carta fazia menção a uma transportadora que tinha sede ao lado da penitenciária. Os investigadores descobriram que se tratava de uma empresa de fachada, usada para lavar dinheiro vindo do crime organizado. O casal que é dono da transportadora está sendo procurado até agora pela Justiça. Depois da quebra dos sigilos bancários da empresa, foram encontrados repasses para Deolane. Segundo o delegado Edmar Caparroz, existia um “oceano de lavagem de dinheiro”. Em publicação feita por uma de suas irmãs, a influenciadora, que também é advogada, afirmou que não é e nunca foi “bandida”.

Publicidade

Veja Também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.