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Recorde de lucros deixa banqueiros satisfeitos com a política de Lula

29 de Julho de 2026, 11:00 4 visualizações
Recorde de lucros deixa banqueiros satisfeitos com a política de Lula

Depois de Lula, provavelmente não há ninguém mais contente com o governo Lula do que os banqueiros. Uma safra recorde de lucros em 2025 deixou os bancos satisfeitos .

Os bancos brasileiros lucraram 45,8 bilhões de dólares no ano passado, calcula a Federação Latino-americana de Bancos (Felaban).

É aumento significativo (34%) sobre o resultado de 2024, que somou 34,1 bilhões de dólares.

Significa que em apenas doze meses, no ano passado, os bancos ganharam o dobro do dinheiro que o governo federal prevê gastar neste ano no orçamento da Educação.

O lucro dos bancos no Brasil, no ano passado, foi maior que a soma dos ganhos das instituições financeiras de 15 países associados à Felaban, que dividiram 43 bilhões de dólares.

Outros quatro mercados mais lucrativos foram: México, com 17 bilhões; Chile, 5,8 bilhões; Peru, 4,2 bilhões e Colômbia, 3.8 bilhões.

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Brasil, México e Chile concentraram sete em cada dez dólares de lucro bancário na região.

Os bancos brasileiros frequentemente ultrapassam a média mundial de lucratividade. Uma das formas de se medir isso é aferindo o retorno sobre o patrimônio líquido (indicador conhecido como ROE). No caso, toma-se a quantidade de lucro gerado em comparação ao capital investido pelos acionistas da casa bancária. Em 2025, por esse critério, a rentabilidade no mercado bancário nacional foi expressiva (16,7%), a maior desde a pandemia.

Uma das razões é a taxa de juros (14,25% ao ano), das três mais altas do planeta. Ela é sustentada, basicamente, pela necessidade crescente de capital que o governo tem para financiar serviços públicos e, também, empresas estatais deficitárias.

Outro fator relevante é a concentração do mercado. No Brasil, os cinco maiores bancos concentram aproximadamente dois terços dos negócios bancários.

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Uma pequena parte do aumento de lucros de 2025 poderia ser justificada pela valorização de moedas nacionais em relação ao dólar.

A alta rentabilidade dos bancos na América Latina, sobretudo no Brasil, chamou a atenção de Jonathan Fortun, do Instituto Internacional de Finanças (IIF). Numa estimativa para o repórter Daniel Castellanos, da Bloomberg, ele sugeriu que a margem de lucro líquido dos bancos na América Latina, no ano passado, possa ter ficado bem acima (5,5%) da média estimada (3,3%) para os maiores bancos de países emergentes, excluída a China.

No Brasil, os banqueiros terminaram 2025 com 45,8 bilhões de bons motivos (em dólares) para manter algum otimismo com a condução da política econômica. Lula encontrou no lucro excepcional dos bancos um motivo de orgulho, como disse num discurso em fevereiro ao visitar o Instituto Butantan, em São Paulo: “Esses dias eu vi um cidadão dizer que o ‘Brasil só saber cuidar de índio, de negro, de quilombola, só sabe cuidar de Bolsa Família’. Não, nós sabemos cuidar de muita coisa. O sistema financeiro nunca ganhou tanto dinheiro como ganha no nosso governo. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro como ganham no nosso governo!”

Altos lucros e eventual desconcentração do mercado bancário devem ser temas relevantes nas propostas de política econômica que os candidatos presidenciais apresentam a partir da próxima semana.

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