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Renan Santos diz que, se eleito, vai compor com Centrão e fatiar PEC fiscal

05 de Agosto de 2026, 17:00 8 visualizações

Natuza Nery, Andréia Sadi e Renan Santos (Missão) Globo/ João Cotta O g1 e a GloboNews entrevistam o candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, nesta quarta-feira (5). ASSISTA À ENTREVISTA AO VIVO As jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery conduzem a entrevista diretamente dos novos estúdios da GloboNews, no Rio de Janeiro, com duração aproximada de uma hora e meia. Renan Santos inicia uma série de entrevistas com os presidenciáveis. O presidente Lula (PT) foi sorteado como primeiro entrevistado, na terça-feira (4), mas informou que não compareceria. Quinta-feira (6) será a vez de Romeu Zema (Novo) e na sexta-feira (7) a de Ronaldo Caiado (PSD). Está prevista para segunda-feira (10) a entrevista com Flávio Bolsonaro (PL), que ainda não confirmou presença. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Após a exibição no g1 e na GloboNews, o conteúdo completo ficará disponível em vídeo no g1 e em áudio no podcast O Assunto. Confira os destaques da sabatina de Renan Santos: PEC fiscal Renan Santos afirmou que o Brasil vive um "drama fiscal" e defendeu a adoção de medidas para reduzir o ritmo de crescimento das despesas públicas. Entre as propostas citadas, está a desvinculação de recursos destinados à saúde e à educação, além da desindexação de benefícios atrelados ao salário mínimo, como aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O candidato foi questionado sobre a PEC Fiscal, que o deputado Kim Kataguiri (Missão), aliado dele, tenta articular no Congresso. Renan disse que aceitaria, se eleito, fatiar as propostas da PEC e que negociaria o apoio dos partidos do Centrão para conseguir aprovar essa proposta. Segundo Renan, a atual estrutura de gastos obrigatórios pressiona as contas públicas e dificulta a queda dos juros. "Essa impressão, somada ao drama fiscal que a gente vem passando, precisa ser respondida agora", disse. Na avaliação dele, esse cenário acaba corroendo o poder de compra da população, já que os ganhos nominais são compensados pela perda causada pela inflação. "Você dá com uma mão para o aposentado ou para o beneficiário e tira com a outra", afirmou. Diálogo com o Centrão Questionado sobre as suas propostas que dependem de aprovação do Congresso e o posicionamento que adota contra o sistema político e o Centrão, grupo que já chamou de "parasita", Renan Santos afirmou que irá dialogar caso seja eleito presidente. "Eu aceito a alcunha do antissistema no sentido de que eu não participo do grande jogo e seus vícios, mas eu entendo o funcionamento da fábrica de salsichas que é o Congresso Nacional", afirmou, ao relembrar que organizou manifestações de rua pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Renan afirma que vai haver o momento de diálogo e reforçou o uso do termo "parasitas" para o Centrão. "Assim como existe o momento de eu ser o Renan militante do MBL, existe o momento de eu ser o Renan presidente no partido Missão e existe o momento também dos candidatos, dos partidos adversários, apontarem os problemas e o momento de eles sentarem na mesa para poder discutir projetos", afirmou. Entrevistas g1 e GloboNews A entrevista de Renan Santos faz parte de uma série realizada com os candidatos ao Palácio do Planalto. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no dia 24 de julho. Um sorteio realizado no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem: terça-feira (4): Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceria. quarta-feira (5): Renan Santos (Missão) – confirmou presença. quinta-feira (6): Romeu Zema (Novo) – confirmou presença. sexta-feira (7): Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presença. segunda-feira (10): Flávio Bolsonaro (PL) – ainda não confirmou presença. Agora no g1 Quem é Renan Santos Renan Santos tem 42 anos, é ativista político e empresário. Natural da cidade de São Paulo, ele estudou direito na Universidade de São Paulo (USP), sem concluir o curso. Esta é a sua primeira eleição e estreia na carreira como candidato à Presidência e levará pela primeira vez às urnas o partido Missão, sigla criada em 2025. Eleições 2026: íntegra do discurso de Renan Santos na convenção que o lançou à Presidência Renan lidera o Movimento Brasil Livre, grupo que ajudou a fundar em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri e outros ativistas. O movimento virou um partido político e tem como origem a organização e a participação de protestos que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016. O candidato se inspira em Nayib Bukele, presidente de El Salvador, com um discurso de guerra ao crime organizado. No evento de lançamento de sua candidatura, defendeu "matar quem roubar" e colocou a segurança pública e o combate ao crime organizado como temas centrais de sua candidatura. Outras propostas defendidas por Renan Santos são a fusão de municípios e a redução de poderes do Supremo Tribunal Federal (STF).
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