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Restauração em Abrolhos recupera área equivalente a 3 mil campos de futebol

01 de Julho de 2026, 22:33 0 visualizações
Restauração em Abrolhos recupera área equivalente a 3 mil campos de futebol

Um dos mais ricos patrimônios marinhos do planeta, Abrolhos, nos sul da Bahia, recebeu nos últimos cinco anos 2,4 milhões de mudas e 20 milhões de sementes da Mata Atlântica. Até agora foram restaurados o equivalente em área a 3 mil campos de futebol. O projeto pretende recuperar mais que o dobro desta extensão. A iniciativa integra a parceria entre Priceless Planet Coalition (PPC), Mastercard, Conservação Internacional (CI) e World Resources Institute (WRI), que é vital para a proteção do patrimônio marinho da região. Abrolhos teve impactos históricos de extração de madeira.  Faltam mais 10 milhões mil de árvores nativas para serem plantadas. O projeto mostra que a recuperação da natureza também gera impacto social. Gera emprego para comunidades locais, fortalece a segurança hídrica e aumenta a resiliência da região frente às mudanças climáticas. Para falar sobre essa iniciativa, Veja entrevistou Ludmila Pugliese, diretora de restauração de paisagens da CI-Brasil. 

Quando o projeto começou? O projeto começou em 2021, dentro da estratégia global da Priceless Planet Coalition, que financia a restauração de ecossistemas em diferentes países. No Brasil, a Conservação Internacional lidera a iniciativa na região de Abrolhos, um dos maiores hotspots de biodiversidade do planeta. O trabalho reúne proprietários rurais, comunidades locais, instituições de pesquisa e organizações parceiras para recuperar áreas degradadas da Mata Atlântica em larga escala.

Vocês já haviam realizado um projeto semelhante? A iniciativa foi inspirada em algum modelo de sucesso? O projeto se apoia em décadas de experiência acumulada pela restauração florestal no Brasil. A Conservação Internacional participa de iniciativas como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica — o maior movimento de restauração da América Latina —, além da Aliança pela Restauração da Amazônia e da União pela Restauração. Isso nos permite incorporar técnicas já consolidadas, desde o plantio e a regeneração natural até os sistemas de monitoramento e os modelos de governança.

Em Abrolhos, esse conhecimento se soma ao trabalho de organizações locais que atuam há décadas na conservação da Mata Atlântica. O resultado é um projeto que vai além do plantio de árvores: ele fortalece toda uma cadeia ligada à restauração, envolvendo viveiros, coletores de sementes, produtores rurais e instituições da região. A ideia é deixar um legado permanente, capaz de continuar produzindo resultados mesmo depois do encerramento do projeto.

Qual foi o principal impacto da iniciativa até agora?Já restauramos 2.098 hectares — uma área equivalente a quase 3 mil campos de futebol —, com o plantio de mais de 2,4 milhões de mudas e a semeadura de quase 20 milhões de sementes de espécies nativas. São áreas estratégicas para recuperar a Mata Atlântica e aumentar sua capacidade de enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Mas talvez o maior resultado não esteja apenas na paisagem. O projeto também fortalece quem vive no território. Hoje, 872 pessoas participam diretamente das ações e outras 5.642 são beneficiadas indiretamente por meio da geração de trabalho e renda, da capacitação técnica e do fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade.

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