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Restaurante interditado em Teresina vendia cerveja mais barata como chope premium, diz Procon

15 de Junho de 2026, 19:25 0 visualizações

Procon e Vigilância Sanitária fiscalizam loja de bebidas em shopping O restaurante localizado em um shopping na Zona Leste de Teresina interditado durante fiscalização nesta segunda-feira (15) utilizava cervejas de menor valor para abastecer barris de chope premium, segundo informou o chefe de fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Arimatéa Arêa Leão. O g1 apurou que o produto valia cerca de R$ 8 a menos do que o valor do original. Procurada pelo g1, a defesa do Beer Store informou que a empresa está colaborando com as autoridades e que "toda e qualquer manifestação será feita, exclusivamente, nos autos dos processos administrativos". ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo Arimatéa Arêa Leão, a equipe constatou indícios de que os barris, que estavam fora da data de validade eram abastecidos com bebidas mais baratas do que aquelas anunciadas aos consumidores. "Envasavam os barris de chope com cervejas de preços inferiores", afirmou o chefe de fiscalização do Procon ao g1. De acordo com o órgão, a prática configura uma possível publicidade enganosa, já que o consumidor estaria adquirindo um produto diferente daquele ofertado pelo estabelecimento. Além da suspeita envolvendo os barris, a fiscalização encontrou produtos vencidos e barris com prazo de validade expirado. Os itens irregulares foram apreendidos e descartados pela Vigilância Sanitária. A gerente da Vigilância Sanitária de Teresina, Jeanyne Seba, informou que o restaurante também não apresentou o alvará de funcionamento durante a inspeção. Por causa das irregularidades encontradas, o local foi autuado e interditado. "Os produtos apreendidos, que estavam vencidos, foram eliminados. A gente retirou de circulação. Todo produto tem sua validade, isso é uma margem de segurança que a empresa dá para o consumidor adquirir. Após o vencimento, representa um risco", afirmou a gerente. Segundo a Vigilância Sanitária, será aberto um processo administrativo para que a empresa apresente defesa e regularize a documentação necessária para voltar a funcionar. A Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc) acompanha o caso. Conforme o delegado Sebastião Alves, um laudo deverá apontar se houve adulteração dos produtos e os responsáveis pelo restaurante serão ouvidos durante a investigação. "A Deccoterc acompanhou a fiscalização e ainda não foi concluído o laudo. Será iniciado o agendamento com depoimentos dos responsáveis pelo estabelecimento", informou o delegado. Restaurante é alvo de operação por suspeita de adulterar barris de chope e vender bebidas vencidas Divulgação/Procon-MPPI Fiscalização encontrou produtos vencidos Durante a operação, equipes da Vigilância Sanitária também encontraram produtos fora do prazo de validade. Segundo o órgão, os itens foram apreendidos e descartados ainda durante a fiscalização para evitar que continuassem sendo comercializados. Além disso, o restaurante não apresentou a documentação exigida para funcionamento, incluindo o alvará sanitário, o que contribuiu para a decisão de interditar o estabelecimento. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
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