Sancionada pelos EUA por elo com PCC é citada em escândalo no Corinthians
A Victory Trading, uma das empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), é alvo da investigação sobre o escândalo da Vai de Bet no Corinthians e teria usado o vínculo com o clube paulista para lavar dinheiro da fação criminosa.
Sem citar nominalmente o Corinthians, o governo americano relembra que Victor Shimada, dono da Victory Trading, foi preso em janeiro de 2025 pela Polícia Federal (PF) por “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”. Shimada foi solto duas semanas depois.
Embora a Polícia Civil paulista tenha conduzido o inquérito principal do “Caso Vai de Bet”, a Polícia Federal e agências internacionais atuam em paralelo devido à infraestrutura transnacional da fraude.
As investigações sobre lavagem de dinheiro no clube paulistano tiveram origem na delação de Antônio Vinicius Gritzbach, morto em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A Victory Trading era usada como uma empresa intermediária que fazia parte da teia usada para dificultar o rastreio dos valores.
Relembre o caso
Em janeiro de 2024, o Corinthians anunciou o patrocínio da empresa de apostas Vai de Bet, no valor de R$ 370 milhões, por três anos. Essa foi uma das primeiras medidas da gestão do ex-presidente corintiano Augusto Melo.
Meses depois, os investigadores descobriram que parte desse valor, cerca de R$ 25 milhões, seria transferido a uma empresa intermediária.
Esse montante percorria a uma teia de empresas até chegar a UJ Football, companhia criada para representar atletas e citada por Gritzbach na delação contra o PCC.