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Saúde: cuidado sem fronteiras

19 de Junho de 2026, 08:30 0 visualizações
Saúde: cuidado sem fronteiras

A construção da assistência à saúde no Brasil também passa pelas mãos dos imigrantes. Judeus, alemães, portugueses, libaneses… Suas comunidades ergueram os hospitais que hoje, combinando tradição e inovação, são as referências na rede privada. Mas um dos capítulos mais louváveis dessa trajetória é a ponte arquitetada com o sistema público de saúde, do qual dependem ao menos 70% da população. Instituições filantrópicas como Einstein, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Beneficência Portuguesa, Oswaldo Cruz e Hcor mantêm um sólido suporte ao SUS, fornecendo desde atendimento até gestão de centros médicos estatais. São esses hospitais que sustentam o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS, que agora também conta com o A.C. Camargo. Criada em 2009, a iniciativa contempla pesquisas, capacitação e assistência a uma fatia da sociedade que não teria acesso a especialistas e exames modernos pelas vias usuais. Os números dão uma dimensão do impacto: mais de 11,4 bilhões de reais em investimentos desde 2009, 11,1 milhões de cidadãos beneficiados pelos 950 projetos realizados, 750 000 profissionais qualificados e 416 000 pessoas inseridas em estudos. Exemplo bem-sucedido do programa, que confere imunidade fiscal aos hospitais, são as ações de telemedicina capitaneadas pelo Einstein, que oferecem atendimento de ponta a rincões na Região Norte. “Ao longo de 25 anos de atuação junto ao SUS, aprendemos que fortalecer a saúde no país, com acesso, qualidade e equidade, passa pela colaboração contínua entre público e privado. Faz parte da nossa razão de existir”, diz Sidney Klajner, presidente do Einstein Hospital Israelita.

Publicado em VEJA de 19 de junho de 2026, edição nº 3000

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