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Secretário de Defesa Civil diz que 10 alertas falsos foram disparados: 'Tudo indica que foi um ataque hacker'

20 de Junho de 2026, 14:28 1 visualizações

O secretário de Defesa Civil, Wolnei Wolff, durante entrevista coletiva virtual neste sábado Reprodução O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou neste sábado (20) que "tudo indica" que o disparo de falsos alertas extremos na madrugada tem origem em um "ataque hacker". Segundo ele, 10 alertas falsos foram disparados, mas não é possível, no momento, estimar em quantos celulares soaram as notificações. Foram 9 alertas pelo sistema Cell Broadcast e 1 pelo sistema de mensagens SMS. 🔎O Cell Broadcast é uma tecnologia de transmissão de mensagens de rádio móvel que permite o envio de alertas de emergência e avisos de desastres simultaneamente para todos os celulares conectados a antenas de uma área específica, sem precisar de internet ou do número de telefone do usuário, garantindo alta velocidade e alcance imediato em situações de risco. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional convocou uma coletiva de imprensa para explicar as providências tomadas após a plataforma de envios Defesa Civil Alerta sofrer uma invasão e disparar alertas para pelo menos sete unidades da federação na madrugada deste sábado. As mensagens disparadas foram do tipo Alerta Extremo e continham a palavra "misantropia" ou variações. Misantropia significa aversão ou rejeição à humanidade. Em razão da invasão, a plataforma de envios foi retirada do ar por volta da 1h30. "Desde o final de ontem até a madrugada, o sistema da Defesa Civil Alerta sofreu ataque, tudo indica um ataque de hacker", afirmou Wolnei Wolff. "Prontamente, o pessoal de TI [Tecnologia da Informação] tirou nosso sistema do ar, mas as consequência estão aí. Muitos alertas foram dados, entre 9 e 10, a gente conseguiu rastrear, em muitos estados, capitais, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Brasília", completou o secretário. Wolnei Wolff afirmou que a Polícia Federal já foi acionada para investigar o caso. "Nós acionamos a PF agora pela manhã, vai ter uma investigação. Talvez o andar dessas investigações da PF, juntamente com a TI do Ministério da Integração, a gente consiga ter uma noção de quantos celulares receberam esses alertas", declarou. "A gente não sabe se uma pessoa só conseguiu dar 10 alertas. O primeiro alerta foi dado do Paraná, só que dentro do nosso sistema tem uma regra: quem está cadastrado no Paraná só consegue dar alerta no Paraná, jamais outros estados. É difícil responder se uma ou mais pessoas participaram desse ato criminoso", acrescentou. Wolff disse que já estava em desenvolvimento um novo sistema, mais seguro, mas ainda não há data para lançá-lo. O secretário também disse não conseguir firmar com exatidão quantos estados receberam. Segundo o secretário, o sistema de envios de alertas voltará ao ar após trocarem as senhas de acesso e o governo ter segurança de que não vão ocorrer novos ataques. Ele não estabeleceu uma data exata. "O que parece ter ocorrido é que a pessoa ou pessoas se cadastraram e fizeram o alerta a partir de Curitiba. Depois a gente bloqueou, e essa mesma pessoa ou outras pessoas entraram com cadastro em outro lugar e dispararam novos alertas", disse Wolnei Wolff.
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