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Semana atípica: previsão é de chuvas incomuns e frio rigoroso

14 de Junho de 2026, 20:07 2 visualizações
Semana atípica: previsão é de chuvas incomuns e frio rigoroso

Neste domingo, dia 14, o Brasil começa a vivenciar uma expressiva mudança em seu padrão climático com a chegada de uma nova frente fria, que avança na dianteira de uma intensa massa de ar polar. Segundo as projeções de institutos meteorológicos como Climatempo, Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e Metsul Meteorologia, a incursão desse sistema abre caminho para uma das semanas mais atípicas e extremas deste mês de junho. No sul do país, o domingo já será de céu encoberto e chuvas irregulares, enquanto o sudeste, particularmente a capital paulista, sentirá o impacto imediato com tempo chuvoso, frio e uma sensação térmica que pode despencar para a casa dos 13°C.

Ao longo da semana, o avanço dessa intensa massa de ar polar derrubará as temperaturas de forma histórica na região sul, provocando uma sequência de quatro madrugadas geladas entre segunda e quinta-feira. Há previsão de temperaturas negativas que podem atingir entre -3°C e -6°C nas áreas mais elevadas, como a Serra do sudeste e os Campos de Cima da Serra, acompanhadas de geadas amplas de intensidade moderada a forte, o que acende um alerta vermelho para a agricultura e a pecuária locais. Na sexta-feira, uma nova frente fria deve retornar à região, trazendo mais chuvas para os estados sulistas.

No sudeste, o cenário não será menos severo e será marcado por chuvas atípicas para o mês de junho, que tradicionalmente é de clima seco. As precipitações tendem a ser frequentes e volumosas ao longo da semana, com potencial para ocorrência isolada de granizo em pontos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O forte ar polar fará com que as temperaturas permaneçam muito baixas, havendo a possibilidade de Belo Horizonte registrar recorde de frio para o ano e a capital paulista ter a sua tarde mais gelada de 2025.

O centro-oeste também será surpreendido por um comportamento climático totalmente fora do seu padrão histórico de estiagem. Entre a quinta e a sexta-feira, a passagem de instabilidades provocará pancadas de chuva incomuns em grande parte do Mato Grosso do sul, além do sul de Mato Grosso e de Goiás. Embora essas chuvas aliviem a secura temporariamente, as temperaturas caem e outras partes da região continuam a demandar atenção com a baixa umidade e o risco de incêndios.

Já no nordeste, a previsão desenha um mapa de profundos contrastes. Toda a faixa litorânea, que se estende do Rio Grande do norte até Sergipe, além do norte do Maranhão, Piauí e Ceará, continuará recebendo chuvas frequentes e volumosas impulsionadas pela circulação marítima e pela Zona de Convergência Intertropical. Em oposição extrema, o interior nordestino, especialmente o oeste da Bahia e o sul do Maranhão e Piauí, sofrerá com o tempo excessivamente seco, umidade relativa do ar abaixo de 30% e termômetros marcando até 35°C, o que eleva drasticamente o risco de incêndios rurais.

Por fim, a região norte enfrentará instabilidades significativas, com temporais e grandes volumes de água concentrados em Roraima, onde os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros, além de chuvas expressivas no Acre, Rondônia e centro-norte do Pará. Na contramão, o sul do Pará e o Tocantins seguirão dominados por uma forte massa de ar seco e quente, com temperaturas superando os 37°C e risco crítico para queimadas florestais. Trata-se de uma semana de extremos climáticos simultâneos no Brasil, exigindo atenção redobrada da população frente ao frio rigoroso e adaptação rápida dos setores produtivos do campo.

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