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Sexo entre mulheres pode estar relacionado a maior risco de vaginose

30 de Junho de 2026, 16:28 0 visualizações

A vaginose bacteriana é uma condição caracterizada por um desequilíbrio na microbiota vaginal, resultando na diminuição das bactérias benéficas (lactobacilos) e na proliferação excessiva de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. Embora seja comum, um estudo publicado na revista The Brazilian Journal of Infectious Diseases destacou que mulheres que fazem sexo com outras mulheres estão mais sujeitas à doença

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
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O que diz o estudo

Publicada em 2023, a pesquisa comparou 149 com mulheres com práticas homossexuais, 80 com práticas bissexuais e 224 com práticas heterossexuais. Os resultados indicaram uma prevalência de 35,6% para o primeiro grupo, seguida de 34,3% e 23,8%, respectivamente.

Marli Duarte, coordenadora do estudo, afirmou que os números também foram associados ao uso de acessórios sexuais. “Isso nos faz pensar que a troca de fluidos é o que causa esse aumento da prevalência de vaginose bacteriana”, ressaltou.

Ainda assim, essa associação, segundo ela, é apenas uma hipótese — considerando principalmente que a sexualidade de mulheres lésbicas é constantemente invisibilizada e negligenciada.  

Foto colorida de mulheres em momento de intimidade na cama
Mulheres lésbicas são invisibilizadas quando se trata de saúde sexual e ginecológica

“Nós queremos compreender melhor ‘como’ elas apresentam essa maior prevalência. Estamos planejando um estudo longitudinal com casais de mulheres que fazem sexo com mulheres, acompanhando-os ao longo do tempo. Isso poderá nos ajudar a entender se as bactérias encontradas na microbiota vaginal entre as parceiras são as mesmas. Se conseguirmos detectar isso, poderemos mostrar que, de fato, na mulher que faz sexo com mulher, a vaginose bacteriana é sexualmente transmissível”, declarou a pesquisadora.

Informação é saúde

Vale ressaltar que a vaginose não é considerada uma IST, mas sim pode ser desenvolvida a partir de desequilíbrios provocados pela relação sexual. Em casos de práticas heterossexuais, por exemplo, isso pode acontecer com pessoas predispostas devido ao fato de o sêmen ter um pH mais elevado do que a vagina.

Entre os principais sintomas, estão corrimento fino acizentado ou esbranquiçado, mau cheiro forte, principalmente depois de relações, ardência ao urinar, coceira e irritação vaginal leve.

Foto colorida de mulher no banheiro com calcinha abaixada
É importante ficar atenta à cor dos corrimentos

Especialmente para as mulheres que fazem sexo com outras, as recomendações mais importantes incluem:

  • Fazer acompanhamento ginecológico anual;
  • Usar acessórios sexuais e vibradores protegidos por preservativos;
  • Higienizar acessórios sexuais, que devem ser lavados com água e sabão antes e depois de cada uso;
  • Evitar duchas vaginais, pois alteram o pH da região.

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