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Superintendentes da PF defendem direção geral após polêmica no STF

06 de Agosto de 2026, 12:43 5 visualizações

Polícia Federal Polícia Federal/ Divulgação Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nesta quarta-feira (6) uma nota conjunta em que reafirmam o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No texto, os dirigentes manifestam confiança na Direção-Geral da PF e afirmam que a atuação da corporação é orientada pelo cumprimento da lei, com base em provas e sem interferência de interesses pessoais. "A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei", diz o texto. A nota surge em um momento de tensão institucional entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude de investigações relacionadas ao chamado "caso INSS". Agora no g1 VALDO: PF pede terceiro inquérito contra Lulinha; Lula já tem discurso pronto: ‘não poupa ninguém’ O estopim para a crise recente foi um pedido da Polícia Federal para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O gabinete de Mendonça tem cobrado esclarecimentos sobre a condução e a suposta demora nas diligências, enquanto a PF nega qualquer irregularidade e sustenta que os procedimentos seguem critérios estritamente técnicos. A corporação contesta decisões do ministro que considera interferência em suas atribuições, como restrições impostas à comunicação de informações da investigação entre delegados e seus superiores. Diante desse cenário, a PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar as medidas do ministro, alegando que tais restrições prejudicam a gestão institucional. No manifesto, os chefes regionais enfatizam que a atividade investigativa não deve se submeter a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei. A nota da PF destaca a importância da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa da instituição, apontadas como garantias para a condução das atividades institucionais e para a aplicação da lei. A nota também aborda o cenário de críticas públicas, pontuando que, embora o "debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia", ele se torna nocivo quando voltado ao "enfraquecimento da credibilidade e da confiança" que a sociedade deposita nas instituições . O documento é assinado pelos chefes das 27 superintendências regionais da Polícia Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira (5) que conversou com Lulinha após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS. Lula diz que chamou seu filho no Palácio do Planalto para uma conversa. "Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda", contou. GloboPop: veja os vídeos do palco da Julia Dualibi
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