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Suspeita de matar advogado e esposa em BH é identificada pela polícia

01 de Julho de 2026, 11:28 0 visualizações

Belo Horizonte — A Polícia Civil identificou e procura uma mulher de 30 anos suspeita de envolvimento na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira (30/6).

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, imagens do circuito interno de segurança mostram a suspeita entrando no edifício por volta das 7h30 de segunda-feira (29), carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, ela deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes, além da bolsa.

Segundo a polícia, uma das sacolas foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como pertencente à mãe.

Ainda conforme as investigações, a mulher havia sido indicada para trabalhar na casa do casal por um parente das vítimas.

Após a identificação, militares do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde ela estaria morando, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas ela não foi localizada.

No imóvel, uma mulher que se apresentou como tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à residência na noite de segunda-feira com uma mochila preta e o filho. Ao ser questionada sobre a origem da bolsa, a suspeita teria dito que havia ganhado o objeto.

A familiar ainda relatou que, na manhã de terça-feira (30), a mulher reuniu os próprios pertences e os do filho e informou que viajaria para o Espírito Santo. Em seguida, afirmou que ficaria hospedada em um hotel. Desde então, ela não foi encontrada.

Entenda o caso

Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos pelo filho dentro do apartamento onde viviam, na Rua Padre Severino, no bairro São Pedro.

Funcionários do escritório de advocacia onde Cláudio trabalhava estranharam a ausência dele e, após não conseguirem contato, avisaram o filho do casal, que foi até o imóvel e encontrou os pais mortos.

Segundo as primeiras informações da Polícia Civil, Maria Clotilde estava no sofá da sala, enquanto Cláudio foi encontrado em um dos quartos. O advogado teve 17 perfurações provocadas por golpes de faca, enquanto a esposa levou 7 facadas.

Apesar de o apartamento não apresentar sinais de arrombamento, uma bolsa de grife e dois celulares desapareceram, o que levou a Polícia Civil a investigar o caso, inicialmente, como um possível latrocínio (roubo seguido de morte). A motivação e a dinâmica do crime seguem sob investigação.

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