Tarcísio contraria Flávio Bolsonaro e defende urnas eletrônicas: 'foram elas que me elegeram'
20 de Agosto de 2026, 12:23
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O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN. Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação O candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu nesta quinta-feira (20) as críticas feitas pelo seu aliado Flávio Bolsonaro (PL) sobre as suspeitas de fraude nas urnas eletrônicas e defendeu o uso nas eleições brasileiras. Ao participar da sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor, o governador candidato à reeleição afirmou que espera que debate presidencial discuta os rumos do Brasil. [Confio nas urnas] foram elas que me elegeram. (...) Acho que a gente precisa discutir o país. Acho que a gente precisa discutir para que rumo a gente vai caminhar. Qual é o rumo dos dois lados. Eu acho que a gente precisa botar isso na mesa. E da nossa parte eu tenho visto, né? O esforço da equipe do Flávio de construir um plano de apresentar o plano”, afirmou. “Espero que a gente consiga apresentar esse plano e mostrar que tem uma direção”, declarou. Em julho, em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, já desmentidas pelo TSE. Apesar das críticas, Tarcísio defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e fez críticas à política econômica do presidente Lula (PT), também candidato à reeleição. “Nós temos um caminho, mas olha, será que alguém vai acreditar que o Lula na idade que tem e com a experiência que tem sempre teve como presidente e se acostumou a usar muito o fiscal para fazer política pública. Será que ele vai agora fazer um ajuste? E esse são relatos que nós temos, de gente que tem avisado pra ele: ‘olha, se você não fizer ajuste, você pode terminar com a Dilma e a gente pode estar caminhando por uma recessão’. Tem muita gente boa, já começando a falar isso. E aí as empresas começam a ficar com receio, começa a puxar o freio de mão, começa a não fazer investimento”, declarou o governador paulista. O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN. Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação Tarcísio também confirmou que pretende ajudar a campanha de Flávio em São Paulo, na tentativa de alavancar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL) no estado, na corrida presidencial contra Lula. “A gente vai procurar sensibilizar o eleitor e mostrar para ele que as coisas podem ser muito mais fáceis a partir do momento em que há um alinhamento. O alinhamento com a Prefeitura de São Paulo, com o Ricardo Nunes, me ajuda muito, porque veja muitas das políticas são direcionadas para as pessoas da capital. Assim, a gente consegue fazer muita obra em conjunto”, declarou. “O governo federal com o Flávio e o governo do estado, as portas se abrem e a gente vai ter mais facilidade para trazer recursos. A gente não vai ficar lá no último lugar da fila e isso vai ser bom para a população. É um pouco do que a gente vai procurar mostrar”, afirmou. Aumento dos feminicídios Sobre o aumento dos feminicídios no estado, Tarcísio afirmou que esse é um crime muito difícil de combater porque os agressores de mulheres têm agido cada vez mais em ataques surpresas. 'É um crime super difícil de combater. Qual é o anúncio, o aviso que nós tínhamos que aquilo ia acontecer [ataque no supermercado]? Qual o sinal? Nenhum. O que a gente está procurando fazer? A gente está procurando aumentar os nossos canais de comunicação. A gente está procurando mostrar para as mulheres que a gente está aqui para ampará-las. A gente está do lado delas”, declarou. Tarcísio também afirmou que pretende criar um banco de dados de agressores de mulheres para, segundo ele, “criar constrangimento para o agressor”.
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