Tia de soldado morto carbonizado diz que ele teve caso com PM suspeita
Após a prisão da policial militar Júlia Natália Girão Gomes e do marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, suspeitos de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos (foto em destaque), a tia de Raphael afirmou à Polícia Civil do Ceará (PCCE) que ele e Júlia Natália mantinham um relacionamento extraconjugal. A informação é apurada pelas autoridades, que investigam se o assassinato tem relação com o suposto caso amoroso.
O corpo de Raphael Sampaio foi localizado na última terça-feira (11/8), mesma data em que Júlia Natália e Antoneudo foram presos. O soldado foi encontrado carbonizado dentro do próprio carro. Na última sexta-feira (14/8), o advogado da policial militar, Walmir Medeiros, também foi detido após tentar entregar um aparelho celular à policial. Ele afirma que precisou se ausentar da sala onde conversava com Júlia e que deixou o próprio celular sobre uma mesa, nesse momento a policial teria aproveitado a ausência para pegar o aparelho e ligar para a própria sogra.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos citados na reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.
Investigação
Até o momento, não há uma motivação apresentada oficialmente para o crime. A Polícia Civil do Ceará continua investigando o caso, apurando as circunstâncias e a possível motivação do assassinato.
Segundo a corporação, Júlia Natália tem antecedentes por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e direitos e integração de organização criminosa. Antoneudo também responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integração de organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
A Polícia Civil também apura a possibilidade de Júlia ter simulado estar na cena do crime para se passar por vítima, ao lado de Raphael.
MPCE cria força-tarefa para acompanhar o caso
O Ministério Público do Ceará (MPCE) também acompanha as investigações. Em nota divulgada nas redes sociais, o órgão informou que o procurador-geral de Justiça Herbet Santos determinou a criação de uma força-tarefa para acompanhar o caso, diante da gravidade e da complexidade da ocorrência.
Segundo o MPCE, a medida considera especialmente o fato de a investigação envolver um agente das forças de segurança pública. O objetivo é fortalecer a atuação institucional e contribuir para que a apuração seja conduzida de forma independente, imparcial, célere e rigorosa.
O Ministério Público também manifestou solidariedade à família e aos amigos de Raphael Sampaio da Silva e reafirmou o compromisso com a defesa da sociedade, a proteção dos agentes públicos e a promoção da Justiça.
O órgão informou, ainda, que permanecerá atento ao andamento das investigações e à eventual responsabilização dos envolvidos, conforme a legislação.





