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Toky já tem votos para derrubar trava de OPA

03 de Agosto de 2026, 20:00 0 visualizações
Toky já tem votos para derrubar trava de OPA

A assembleia do Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, marcada para quarta-feira, 5, deve começar com seu principal resultado praticamente definido. Os votos enviados na primeira convocação já garantem maioria para retirar do estatuto a cláusula que obriga qualquer acionista que alcançar 20% do capital a lançar uma oferta pública de aquisição de ações.

Foram registrados 27,56 milhões de votos favoráveis à mudança, equivalentes a 50,86% de todas as ações da companhia. Como esses votos serão reaproveitados automaticamente na segunda convocação, a proposta passa mesmo que todo o capital restante compareça e vote contra — a menos que algum investidor altere seu voto ou uma decisão judicial interfira na assembleia.

A deliberação ocorre em meio a uma disputa entre acionistas. DSK, SPX e EXA aparecem na estrutura societária oficial com participações de 19,30%, 11,49% e 8,19%, respectivamente. Juntas, somam 38,98% do capital, embora cada grupo permaneça isoladamente abaixo da trava de 20%.

O Piemonte Toky3 FIP, minoritário com 9,74%, acusa veículos ligados a esses investidores de atuar de maneira coordenada. A Toky contesta a alegação e afirma não haver elemento objetivo que caracterize a existência de um bloco. A companhia sustenta ainda que a retirada da trava é necessária para viabilizar a conversão de dívidas em ações prevista em sua recuperação judicial.

Na mesma assembleia, os acionistas analisarão a substituição do atual limite de capital autorizado, de 75 milhões de ações, por um teto de 800 milhões de reais, sem a fixação prévia do número máximo de papéis que poderão ser emitidos. O Piemonte calcula que, tomando como referência o preço de uma conversão anterior, o novo limite permitiria uma diluição gigantesca. A CVM ressalvou que esse é apenas um cenário hipotético e que a legislação permite expressar o capital autorizado em dinheiro.

A autarquia recusou o pedido do fundo para suspender a assembleia, mas não examinou o mérito das acusações. Oito processos relacionados ao Grupo Toky continuam em análise na CVM, envolvendo temas como conversão de debêntures, divulgação de informações, possível atuação concertada e diluição dos minoritários.

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