Treino de força: pesquisa de Harvard indica quanto tempo fazer por semana para viver mais
Os exercícios de força muscular têm ganhado destaque nas prescrições médicas pelos seus benefícios à saúde e à longevidade. Em linhas gerais, não basta correr ou pedalar. Tem que malhar também.
Nesse sentido, um estudo parrudo, publicado no British Journal of Sports Medicine, calculou quanto tempo se deve dedicar ao treino de força para viver mais e livre de doenças.
O trabalho, que reúne diversas universidades, foi capitaneado pela Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, e avaliou uma base de dados de 147 374 pessoas acompanhadas ao longo de 30 anos.
Esse contingente era composto de profissionais de saúde, que respondiam a questionários sobre a rotina de exercícios e o estado físico a cada dois anos.
No início da análise, os participantes (a maioria mulheres) tinham, em média, 54 anos. Três décadas depois, os cientistas conseguiram estimar o impacto dos exercícios, com enfoque nos de força, na mortalidade geral.
Efeitos na longevidade
O que eles descobriram é que pessoas que realizavam de 90 a 120 minutos de treinos para a musculatura por semana corriam um risco 13% menor de morrer mais cedo independentemente da causa.
Quando os dados foram examinados em detalhes, o time de pesquisadores detectou que o risco de perder a vida por doenças cardiovasculares caiu 19% entre os indivíduos que aderiam ao treino de força nessa frequência. E a probabilidade de falecer por uma doença neurológica foi 27% menor.
Em relação ao câncer, a quantidade de exercício para obter proteção foi ainda menor. Quem malhava até meia hora por semana já viu o risco de morte devido a um tumor declinar em mais de 20%.
Contam como treinos de força as sessões de musculação, com aparelhos e halteres, os circuitos de exercícios funcionais e de calistenia (com o peso do próprio corpo), entre outras atividades que recrutam a musculatura.
Na pesquisa, os especialistas também observaram que juntar os exercícios resistidos aos aeróbicos (corrida, caminhada, ciclismo…) potencializava os benefícios à saúde.