Trump ameaça atacar o Irã ‘com muita força’ por conflitos com Hezbollah
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã “com muito força novamente”, neste domingo, 21, se o país não impedir novos ataques do Hezbollah a Israel.
“O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”, escreveu o presidente norte-americano em uma publicação em sua rede social Truth Social.

A ameaça ocorre no mesmo dia em que o vice-presidente JD Vance se encontra com representantes de Teerã em Zurique, na Suíça, incluindo o chanceler Abbas Araghchi, para discutir as tratativas do acordo de paz e o programa nuclear iraniano. As autoridades dos países são acompanhadas de representantes do Catar e do Paquistão, que estão mediando as conversas.
As Forças Armadas de Teerã também ameaçaram no sábado, 20, fechar o Estreito de Ormuz, devido aos ataques de Israel ao sul do Líbano, nas instalações do Hezbollah. A decisão foi divulgada pelas Forças Armadas iranianas por meio da agência estatal Fars, que atribuiu a medida ao descumprimento do pré-acordo firmado entre os países.
As negociações em Zurique
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Europa acompanhado de Jared Kushner, genro de Donald Trump e um dos chefes das negociações com Teerã, e Steve Witkoff, o enviado especial do presidente norte-americano para o Oriente Médio.
Segundo a imprensa iraniana, as autoridades enviadas para as conversas são o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o presidente do parlamento e negociador-chefe, Mohammad Bagher Qalibaf, e o governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati.
Antes da viagem, Vance afirmou estar confiante sobre as tratativas e que espera um avanço. “Acho que, com sorte, vamos progredir na questão nuclear e na questão do cessar-fogo no Líbano”, com “alguns dias de negociações”, afirmou.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, expressou o mesmo objetivo. “Espero que os envolvidos nas negociações consigam fazer o processo avançar com sucesso”, disse.
As conversas fazem parte do acordo de paz assinado pelos dois países, que prevê um prazo de 60 dias para um acordo final e o fim das sanções econômicas.