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Trump diz que vai declarar Estreito de Ormuz como ‘território dos EUA’

14 de Agosto de 2026, 17:35 8 visualizações
Trump diz que vai declarar Estreito de Ormuz como ‘território dos EUA’

Sem dar detalhes ou prazos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 14, que “em breve” irá declarar o Estreito de Ormuz como parte dos Estados Unidos.

“Muito em breve declararei o Estreito de Ormuz território dos Estados Unidos. É verdade”, disse o republicano durante um comício político em uma academia de polícia no estado de Nova York.

+ Trump rebate Irã e volta a dizer que controla Ormuz: ‘Acho que vamos ficar com o estreito’

Na quarta-feira, Trump já havia usado as redes sociais para afirmar que os EUA têm “controle total” sobre a passagem marítima, vital para o fluxo de petróleo e gás.

“Os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz. ACHO QUE VAMOS FICAR COM ELE! Nosso bloqueio naval está sendo chamado, por todos, de ‘UMA PAREDE DE AÇO’, e não há nada que o Irã possa fazer a respeito”, escreveu Trump.

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As polêmicas medidas de Donald Trump

A passagem por onde transitava, antes da guerra, 20% do petróleo e gás consumidos no planeta está efetivamente bloqueada desde os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel que deram início ao conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, elevando os preços de combustíveis globalmente. Navios não autorizados por Teerã têm sofrido ataques intermitentes nessas águas.

O líder americano alegou ainda que, após mais de cinco meses de guerra intermitente, o Irã “não tem dinheiro, não tem Marinha, não tem Força Aérea, seus soldados restantes estão sem receber, a Guarda Revolucionária está dizimada e em fuga, sua ‘liderança’ é incerta, na melhor das hipóteses”.

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“Tudo o que eles têm são FAKE NEWS e uma INFLAÇÃO de 300%, e a situação só piora! O Irã é só conversa e nenhuma ação; não é mais o valentão do Oriente Médio”, completou Trump, concluindo sua mensagem com “louvado seja Allah”.

+ Irã reitera que manterá Estreito de Ormuz fechado até EUA aceitarem suas exigências

Exigências iranianas

Na terça-feira 11, Mohsen Rezaei, recém-empossado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem sua postura e aceitarem as condições do Irã para o fim da guerra, entre elas a liberação de ativos iranianos congelados no exterior, a cessação das hostilidades em toda a região (incluindo Gaza e Líbano) e o fim de quaisquer ameaças militares à república islâmica.

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Rezaei também fez uma distinção entre as negociações em curso com Omã para definir novas rotas de navegação pelo estreito e a reabertura da via marítima. Mesmo que Teerã e Mascate cheguem a um arranjo sobre a circulação de embarcações, isso não significaria necessariamente o fim do bloqueio, segundo ele. “Esse acordo será uma questão separada do fechamento do estreito”, declarou.

No último domingo, o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, já havia condicionado o desbloqueio de Ormuz ao aceite de condições pelos Estados Unidos, embora não haja negociações diretas entre Washington e Teerã. Na ocasião, ele citou explicitamente o pagamento de indenizações por danos causados pelos bombardeios. Rascunhos de negociações e acordos anteriores mencionaram cifras de até US$ 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,5 trilhão) para planos de reconstrução e desenvolvimento econômico da república islâmica.

+ Trump diz que vai exigir indenização do Irã para encerrar guerra

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Nova frente de batalha

Em paralelo aos ataques iranianos a embarcações no Estreito de Ormuz, aumentaram as ofensivas de seus aliados iemenitas, os rebeldes hutis, que têm visado navios em outro ponto estratégico para o transporte de petróleo, do outro lado da Península Arábica, entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden.

No mês passado, os hutis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita contra eles no Iêmen — uma alegação negada por Riad, que apoia o governo iemenita oficial e é aliada dos Estados Unidos.

Combates entre os rebeldes e o Exército formal no Iêmen se intensificaram na segunda-feira: militares iemenitas informaram que sete pessoas — incluindo civis — morreram em um ataque huti à cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho. Sistemas de defesa aérea interceptaram e derrubaram 11 drones que participaram do ataque, segundo os soldados.

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Já na terça 11, quatro tripulantes morreram em um suposto ataque dos hutis contra um navio de carga no estreito de Bab el-Mandeb, segundo o Ministério dos Transportes do Iêmen.

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