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Trump prepara novo tarifaço sobre dezenas de países após derrota na Suprema Corte

21 de Julho de 2026, 17:35 3 visualizações
Trump prepara novo tarifaço sobre dezenas de países após derrota na Suprema Corte
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova ofensiva tarifária sobre produtos importados de cerca de 60 países, poucos meses depois de a Suprema Corte limitar o uso dos chamados “poderes de emergência” para impor sobretaxas comerciais.

A expectativa é que as novas medidas sejam anunciadas ainda nesta semana.

Segundo o Financial Times, o governo trabalha em um novo instrumento jurídico para manter a estratégia protecionista de Trump.

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Em vez de recorrer às prerrogativas presidenciais rejeitadas pela Justiça, a Casa Branca pretende justificar as tarifas com base em investigações comerciais sobre supostas práticas de trabalho forçado e excesso de capacidade industrial em diversos países.

As novas tarifas devem variar entre 10% e 12,5%, percentual próximo ao atualmente aplicado sobre importações de dezenas de parceiros comerciais. A alíquota provisória, em vigor desde fevereiro, perde validade na próxima sexta-feira.

Nova base legal

A mudança ocorre após a Suprema Corte invalidar, no início do ano, as chamadas tarifas recíprocas anunciadas por Trump no chamado “Dia da Libertação”, em abril de 2025.

Na ocasião, o presidente havia recorrido a poderes de emergência para impor sobretaxas de forma imediata a produtos estrangeiros.

Sem esse instrumento, o governo passou a recorrer à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo tradicional da política comercial americana que exige investigações formais antes da adoção de barreiras tarifárias.

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Além da apuração sobre trabalho forçado, Washington conduz uma segunda investigação sobre excesso de capacidade industrial em diversos mercados, o que poderá abrir espaço para tarifas ainda mais elevadas no futuro.

Entre os países e blocos incluídos nesse processo estão União Europeia, China, Japão, Índia, México, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Tailândia, Indonésia, Malásia, Bangladesh, Singapura, Suíça e Noruega.

Pressão política cresce

A nova ofensiva comercial ocorre em um momento delicado para a Casa Branca.

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar os preços internacionais da energia, elevando o custo da gasolina para os consumidores americanos. Nesta semana, o preço médio do combustível voltou a superar US$ 4 por galão.

O encarecimento do custo de vida passou a preocupar aliados do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o próximo ano.

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De acordo com o Financial Times, integrantes do governo defendem uma postura mais cautelosa nas negociações comerciais e aconselharam Trump a preservar os acordos firmados com parceiros internacionais ao longo de 2025, evitando novos choques sobre a economia americana.

Tarifas continuam no centro da estratégia

Apesar das resistências internas, Trump tem mantido as tarifas como principal instrumento de política comercial.

Na segunda-feira, o presidente anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos canadenses. Dias antes, também havia imposto uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras.

Ao mesmo tempo, a administração vem ampliando exceções para reduzir os efeitos sobre consumidores americanos. Produtos considerados essenciais, como café e carne bovina, receberam isenções parciais, enquanto algumas tarifas sobre itens produzidos com aço e alumínio foram flexibilizadas.

Ainda assim, a nova estratégia mostra que, após a decisão da Suprema Corte, a Casa Branca passou a depender de processos administrativos mais longos para sustentar sua política tarifária, reduzindo a capacidade de impor grandes sobretaxas de forma imediata.

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