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Trump vai a reunião da Otan para pressionar aliados por mais gastos em defesa

07 de Julho de 2026, 11:01 6 visualizações
Trump vai a reunião da Otan para pressionar aliados por mais gastos em defesa

Os governantes dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reúnem-se nesta terça-feira, 7, em Ancara, na Turquia, para tratar de temas relevantes não apenas do ponto de vista geopolítico, mas também econômico, com impacto nos orçamentos nacionais e na segurança de fornecimento de petróleo e gás no globo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende usar a ocasião para pressionar mais uma vez por um aumento nos gastos militares dos aliados para, no mínimo, 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada um.

Atualmente, o investimento médio em defesa entre os países da aliança é de menos de 3%. Trump vem ameaçando deixar a Otan, com o argumento de que o peso dos gastos recai de forma desproporcional sobre os Estados Unidos. O presidente americano também deve reclamar da postura de líderes de países-membro da aliança, muitos dos quais se posicionaram contra os ataques de Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 25% das exportações de petróleo e gás do mundo, o que elevou de forma significativa os preços dessas commodities e gerou pressão inflacionária global.

Especialmente tensa é a relação de Trump com Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, que defendeu o papa Leão XIV depois que este foi criticado pelo presidente americano por se opor à guerra no Irã.

Nos Estados Unidos, continuam nesta terça-feira, 7, as audiências no Escritório do Representante Comercial sobre a possível imposição de um novo tarifaço de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro se inscreveu para falar por 10 minutos.

No Brasil, as atenções se voltam para a troca no comando do Conselho de Administração da Vale, com a renúncia de Daniel Stieler. Há preocupações de interferência do Palácio do Planalto por meio da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e um dos maiores acionistas da mineradora, para aumentar a influência sobre as decisões estratégicas da empresa, com o objetivo de pressionar por mais investimentos.

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Agenda

8h – IGP-DI/FGV (Brasil)

9h30 – Balança comercial (EUA)

11h – Carta da Anfavea (Brasil)

17h30 – Estoques de petróleo/API (EUA)

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