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Um balanço da Copa: só resta ao Brasil morrer de inveja

18 de Junho de 2026, 11:31 0 visualizações
Um balanço da Copa: só resta ao Brasil morrer de inveja

A primeira rodada da Copa do Mundo acabou e deixou um gosto amargo para quem se apega à memória do país pentacampeão: o Brasil foi uma das maiores decepções entre os favoritos ao título. Não pelo empate com o Marrocos. Empates, obviamente, acontecem com qualquer um. O problema foi o jeito como ele se deu.

É preciso encarar a realidade, por mais que os Pachecos estejam por aí de plantão. O Brasil já não produz talentos à altura da própria história. Falta criatividade no meio-campo, justamente o setor em que o deserto de ideias costuma ser uma sentença de morte no futebol. A defesa e os laterais são fraquinhos, o ataque não produz nada. O resultado é uma seleção burocrática, previsível e entediante.

A comparação com os rivais escancara essa diferença. Aos 38 anos, Messi marcou três gols contra a Argélia e igualou Miroslav Klose como o maior artilheiro da história das Copas. Harry Kane liderou a vitória inglesa por 4 a 2 sobre a Croácia no jogo mais vibrante da primeira rodada. A Alemanha atropelou Curaçao por 7 a 1. A França venceu Senegal com autoridade. Todas essas seleções transmitiram a sensação de que o título é possível.

E o Brasil? Contra Marrocos, segundo dados do SofaScore, a seleção criou apenas uma grande chance de gol, um número incompatível com quem pretende erguer a taça. O apito final deixou uma conclusão incômoda: fomos, sim, piores que um adversário que não é lá essas coisas.

Alguém aí dirá que a Espanha tropeçou contra Cabo Verde e Portugal empatou com a República Democrática do Congo. Mas mesmo nesses casos houve lampejos de talento coletivo e individual. O Brasil, ao contrário, não produziu nenhum.

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Nada disso significa que a seleção esteja condenada ao fracasso. Em 2022, a Argentina perdeu para a Arábia Saudita na estreia e terminou campeã. Um torneio de mata-mata é curto, imprevisível e muitas vezes cruel com os favoritos. Basta uma falha do goleiro, uma expulsão no começo do jogo ou um gol impossível para virar a história de uma partida.

Mas uma coisa é reconhecer que o Brasil tem chances. Outra é fingir que esta equipe pertence à mesma prateleira dos principais favoritos. Não pertence. Por enquanto, o que está claro é que somos piores que os grandes europeus e menos intensos do que as seleções médias da Copa. Durante décadas, o mundo invejou o Brasil. Hoje, é o Brasil que inveja o mundo.

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