Vereador aliado de Paes que denunciou perseguição política se lança para o Congresso
Da Cidade de Deus, o vereador Salvino Oliveira (PSD) chamou a atenção este ano após ser alvo de uma operação da Polícia Civil cuja investigação acabou trancada a mando da Justiça. Aliado do pré-candidato a governador Eduardo Paes (PSD), que saiu em sua defesa logo depois de sua prisão, o parlamentar acabou ganhando uma projeção inesperada com o caso. Aos 28 anos, ele agora vai se lançar como pré-candidato a deputado federal, num evento no próximo sábado, 27, na favela onde nasceu.
Em março, Salvino foi detido sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho, facção que domina a Cidade de Deus. A prisão foi amplamente divulgada pelo governo Cláudio Castro (PL), com o próprio ex-governador chamando o vereador numa postagem de “braço direito do Comando Vermelho dentro da prefeitura do Rio”. A ação gerou uma reação liderada por Paes, e em poucos dias Salvino foi liberado. A Justiça, na sequência, determinou o trancamento do inquérito policial com o argumento de que houve uma “série de irregularidades” praticadas pela autoridade policial. O PSD denunciou desvio de finalidade e uso indevido da estrutura do estado durante a ação. Salvino diz ter sofrido “perseguição política”.
Com a saída de Pedro Paulo (PSD) da disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados – ele se lançou como pré-candidato ao Senado -, o vereador ganhou espaço no partido para esta eleição. Além de Pedro Paulo, Paes e o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, são esperados no evento marcado para a tarde de sábado na quadra da Mocidade da Cidade de Deus. O parlamentar vem com a bandeira de maior representação das favelas e periferias no Congresso.