Vereador do PT é preso em operação que apura lavagem de dinheiro do PCC
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) é um dos presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 25.
A operação mira um esquema de lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de uma empresa de transporte coletivo urbano, a Transunião. O presidente da companhia, Lourival Monário, também foi detido.
Além das prisões, a Justiça também determinou o bloqueio de 194 milhões de reais ligadas aos investigados e à companhia, além do afastamento dos diretores da Transunião.
A empresa, que presta serviços para a Prefeitura ao operar ônibus na zona leste da capital, é suspeita de repassar valores para a facção criminosa. A investigação, de acordo com o Ministério Público de São Paulo, começou após o assassinato do então presidente da Transunião em 2020 e o subsequente salto no capital social da empresa, que foi de 100 mil reais para mais de 50 milhões, sem explicar de onde veio o dinheiro.
A Transunião recebeu 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo pela prestação de serviços no ano passado.
A operação é semelhante à Fim da Linha em 2024, que mirou também lavagem de dinheiro ilícito do PCC por meio das empresas de ônibus Upbus e Transwolff. VEJA tenta contato com a Prefeitura de São Paulo e com a defesa de Senival Moura para posicionamento.