Voto de relatora em julgamento da Oi alerta credores estrangeiros
O início do julgamento da Oi no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro colocou credores estrangeiros em estado de alerta. O voto da desembargadora Monica Di Piero, favorável à manutenção da falência e ao bloqueio de ativos para priorizar créditos trabalhistas, foi lido por investidores internacionais como um sinal de risco direto às garantias construídas ao longo da recuperação judicial da companhia.
Nos bastidores, interlocutores próximos às negociações avaliam que, se a tese prevalecer, fundos que injetaram capital na operadora poderão ver esvaziadas garantias bilionárias oferecidas no processo de reestruturação. A preocupação vai além da Oi: uma eventual confirmação do voto pode elevar a percepção de insegurança jurídica para novos financiamentos de empresas em recuperação no Brasil.
Entre credores estrangeiros, já há quem veja espaço para levar a disputa às cortes dos Estados Unidos, especialmente se houver entendimento de que direitos pactuados em operações internacionais foram afetados pela decisão brasileira. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do desembargador Augusto Alves, adiando o desfecho de um caso acompanhado de perto por fundos, bancos e assessores de reestruturação.