Weverton diz que movimentações citadas pela PF em investigação são legais: 'Nada a esconder'
04 de Agosto de 2026, 16:32
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STF autoriza operação da PF que envolve Weverton Rocha e aliados
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (4), que todas as movimentações financeiras citadas pela Polícia Federal em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro são legais, decorrem de atividades empresariais e foram devidamente declaradas à Receita Federal.
O parlamentar declarou ainda ter a "tranquilidade" de quem não tem "nada a esconder".
Weverton divulgou o comunicado após uma operação da PF nesta terça, um desdobramento das investigações da Sem Desconto – que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O parlamentar não foi alvo da operação, mas é citado pelos investigadores.
A apuração investiga uma rede de transações financeiras e patrimoniais que envolveria contas da esposa, filhas e irmãs do parlamentar, além de empresas ligadas ao advogado e empresário Willer Tomaz de Souza.
Em sua manifestação, Weverton, que é candidato à reeleição ao Senado, afirmou que não ficou surpreso com a operação da Polícia Federal, mas criticou o alcance das apurações em relação a membros de sua família. Leia a íntegra da nota aqui.
Na nota, Weverton Rocha destacou o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que se posicionou contrariamente ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF contra seus familiares.
O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, contudo, divergiu da PGR e atendeu ao pedido formulado pela PF, autorizando as buscas diante do risco de destruição de provas e da gravidade dos fatos apurados.
A apuração é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de corrupção passiva e descontos indevidos sobre benefícios previdenciários no INSS.
A partir da análise do celular apreendido do senador, a PF sustentou ter identificado um quadro mais amplo de movimentações fracionadas.
Os investigadores citam transferências superiores a R$ 11 milhões entre empresas do grupo de Willer Tomaz e a esposa do parlamentar, Samya Rocha.
Também identificaram movimentações nas contas dos postos Petro São Francisco e Petro São José, administrados operacionalmente por Anna Catarina Rocha, filha do senador.
Viram ainda indícios de irregularidades na aquisição de uma mansão de R$ 6 milhões em um bairro nobre de Brasília, utilizada pelo parlamentar, mas registrada em nome de uma empresa de Willer Tomaz.
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