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Agiotas que atuavam em São Paulo colocaram Porsche em nome de cozinheira, revela MP

25 de Junho de 2026, 21:38 0 visualizações
Agiotas que atuavam em São Paulo colocaram Porsche em nome de cozinheira, revela MP

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrada nesta quinta-feira, 25, apontou esquema de uso de laranjas feita por um grupo de agiotas na região do Brás, área central da capital paulista, para ocultar patrimônios, o que inclui bens de luxo. “Em endereço relacionado aos líderes do esquema, buscou-se apreender não só um Porsche 911 Carrera avaliado em quase 900 mil reais, cuja documentação estava em nome de uma cozinheira com salário de 2.349,86 reais, mas também contratos imobiliários milionários registrados em nome de terceiros”, diz trecho da nota publicada pela Promotoria, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP). 

Ao todo, 12 imóveis e carros de alto padrão foram objetos de sequestro judicial. No total, segundo decisão da Justiça, cerca de 50 milhões de reais foram bloqueados do bando. Há ainda apontamento de que o grupo criminoso atuava com extorsão. “Os alvos entraram no radar das autoridades financeiras devido à incompatibilidade entre a renda declarada do líder do grupo, que ostenta padrão elevado de vida apesar de ser proprietário formal de uma modesta barbearia e de uma loja de brinquedos, ambas com capital de apenas 10 mil reais. Nas redes sociais, os investigados exibiam viagens à Europa e circulavam com veículos importados de alta performance, levantando suspeitas que culminaram no aprofundamento das apurações”, diz o MP.

Segundo as investigações, ficou demonstrado que os criminosos utilizavam o centro comercial de São Paulo, especialmente as regiões do Brás e da Galeria Pagé, como base de operações, “mesclando o comércio de produtos piratas com uma complexa engenharia de ocultação financeira”. A promotoria sustenta que o dinheiro originário da agiotagem e falsificação de produtos era inserido no sistema bancário brasileiro por meio de depósitos fracionados em caixas eletrônicas para “burlar o fisco”.  “E lavado por uma teia de laranjas e empresas de fachada. Quando a dissimulação não era suficiente, o grupo recorria a atitudes violentas, chegando a invadir e saquear uma confecção têxtil após uma frustrada tentativa de tomada, por meio de ‘investimentos’ ilícitos, da empresa regularmente estabelecida”, segundo apurou o MP.

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