Alcolumbre se solidariza com Jaques Wagner: ‘Verdades virão à tona e serão comprovadas’
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa do colega Jaques Wagner (PT-BA), que tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 18, por suspeita de recebimento de propina do Banco Master.
“Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e serão comprovadas. E um dia elas serão julgadas, e é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, declarou Alcolumbre em entrevista coletiva no Senado na tarde desta quinta-feira.
Além de defender o colega petista, que é líder do governo Lula no Senado, Alcolumbre lamentou que Wagner seja alvo de “agressão contra aqueles que a gente nem sabe o que fez, e se fez”. Para o chefe da Casa Alta do Legislativo, é mais importante “preservar o amor, o respeito e o carinho”.
PF investiga repasses milionários e compra de apartamento para Wagner
Na nova fase deflagrada da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo de corrupção do Banco Master, a PF apura indícios de que Jaques Wagner teria recebido dinheiro e benefícios do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de apoio à aprovação de leis que favoreceriam o banco, pelo menos desde 2023.
Em conversas obtidas pela polícia, Wagner negocia com o banqueiro Augusto Lima, ex-CEO do Master, a compra de um luxuoso apartamento em Salvador avaliado em mais de 2,4 milhões de reais. O senador petista também teria recebido repasses de até 3,5 milhões de reais de empresas ligadas a Vorcaro, além de voar no avião privado do banqueiro e ganhar ingressos de shows internacionais para ele próprio e seus familiares.
O relatório da investigação da PF teve o sigilo removido por decisão do ministro André Mendonça, relator dos processos sobre os esquemas de corrupção vinculados ao Caso Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal.