Aliados de Lula dizem que permanência de Jaques em posto estratégico é insustentável
Em meio à expectativa de uma reunião decisiva entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Jaques Wagner, aliados do presidente avaliam que a permanência do baiano na liderança do governo no Senado ficou praticamente insustentável.
A leitura é que o senador não prestou esclarecimentos consistentes sobre a operação da PF da qual foi alvo na semana passada e que, se ficasse na função, poderia prejudicar ainda mais a campanha à reeleição do chefe do Palácio do Planalto.
Há o diagnóstico de que a demora para tirá-lo de cena já trará impactos pontuais em pesquisas futuras.
O parlamentar do PT foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que ele teria atuado para beneficiar o Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Os dois devem conversar nesta quarta-feira em Brasília e uma ala do Palácio do Planalto defende que o encontro sele a saída do parlamentar da Bahia do cargo estratégico.
A interlocutores, Lula reconheceu que a situação de Jaques, que é seu amigo pessoal há décadas, é bastante delicada.
Nos últimos dias, fontes próximas ao líder do governo admitem que ele está aberto a deixar a função desde que ouça da boca do próprio Lula que não dá para continuar.
Os dois, porém, tem uma mesma preocupação: fazer uma saída que não represente um abandono de um aliado de primeira hora.
Outro temor que assombra Jaques é que, a depender dos moldes do desligamento, se abrirá uma brecha para interpretações de uma suposta confissão de culpa, o que poderia enterrar suas chances de se reeleger ao Senado.