CSN detalha seu plano de desinvestimentos
Pressionada pelo mercado a acelerar a redução do endividamento, a CSN colocou um número oficial em seu plano de desinvestimentos. Em nota, a companhia informou que o programa em curso pode gerar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões para o caixa do grupo. Esta semana, o Radar Econômico informou que apenas a venda da fatia de infraestrutura poderia irrigar de R$ 5 a R$ 8 bilhões os cofres da holding.
A estratégia de desalavancagem virou prioridade para a companhia controlada pela família Steinbruch em um momento em que investidores cobram maior disciplina financeira e simplificação do portfólio.
O ativo mais avançado no processo é a CSN Cimentos, segunda maior fabricante de cimento do país. Segundo a companhia, a expectativa é receber as propostas vinculantes na primeira metade de agosto. A assinatura do contrato de venda está prevista para o terceiro trimestre.
A disputa pelo negócio tem sido acompanhada de perto pelo mercado, diante do apetite de grupos brasileiros e de empresas estrangeiras pelo setor. A CSN não revela nomes, em razão de cláusulas de confidencialidade, mas afirma que o processo de due diligence atraiu “players relevantes” do Brasil, da Ásia e – uma outra novidade – da Europa.
A venda da divisão de cimento é tratada como a principal peça do plano de desalavancagem no curto prazo. O negócio ganhou escala nos últimos anos e passou a ser visto como um ativo capaz de destravar valor relevante para a holding.
Já na área de infraestrutura, a CSN busca conter as especulações sobre uma venda ampla dos ativos. A companhia esclareceu ao Radar Econômico que não está vendendo sua operação de transportes e logística, que inclui participações na MRS e terminais portuários em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
O que está em análise, segundo a empresa, é um potencial processo de alienação de participação minoritária. Nesse desenho, um eventual investidor compraria uma fatia diretamente na holding de infraestrutura do grupo, sem alterar o controle operacional dos ativos, que permaneceria com a CSN.
Leia abaixo a nota completa enviada à coluna:
Nota à imprensa
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informa que a expectativa é receber as propostas vinculantes do processo da CSN Cimentos na primeira metade de agosto. A previsão de assinatura do contrato de venda é no terceiro trimestre deste ano.
Por questões de confidencialidade, a CSN não comenta sobre estimativas de valores e nem sobre potenciais compradores ou participantes específicos do processo de due diligence. Vale destacar, contudo, que o grupo é diverso e reúne players relevantes do Brasil, Ásia e Europa, o que reforça a natureza competitiva.
Com relação aos ativos de infraestrutura, a CSN esclarece que não está vendendo, e sim avaliando um potencial processo de alienação de participação minoritária na holding de infraestrutura do Grupo CSN.
Conforme divulgado ao mercado no início do ano, o programa de desinvestimentos está relacionado ao processo de desalavancagem, com potencial de geração de recursos entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, considerando todos os movimentos em curso.
Companhia Siderúrgica Nacional